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Mostrando postagens de Junho, 2008
Dia de dormir na aula e no trem.

Hoje tivemos um ensaio muito interessante... Na verdade, sentamos para conversar.

Discutimos coisas sobre o 'Primavera' (É a última semana! Assistam!), acertamos algumas coisinhas...
Enfim, um pit-stop necessário.

Intervalinho.

Fomos comer na padoca. 13 rodadas de pão na chapa. E dá-lhe café com leite!

Voltamos ao PCO.

Quando cheguei, uma discussão estava sendo travada: Aonde está o nosso espaço de trabalho?
Nosso grupo, há algum tempo, procura um local para poder estabelecer uma sede para que possamos organizar nosso trabalho e nos administrar melhor.

Estou empolgado sabendo que o nosso lar continuará sendo o nosso lar.
Vamos nos mobilizar por algo maior que todos nós almejamos.
Aquela suposta felicidade. Aquela nostalgia gostosa de algo que a gente não viveu.
O momento em que todas as vozes se calam e outra voz fala mais alto.
Nosso teto já voou longe, mas vamos fixá-lo agora.
Vamos derrubar uma parede. Vamos escrever na parede levantada:

O TEATRO ESTA MORT…
Ultimamente ando pensando muito sobre o futuro. Temazinho meio besta esse, né? Batido...
Mas eu vou fazer o que? Eu só vou ser um intelectual daqui uns 40 anos (no mínimo)...

Quando eu era pequeno, eu queria ser advogado. Pra ter uma sala com uma lâmpada e usar calça jeans. Pelo menos foi assim o desenho que eu fiz, quando eu tinha 6 anos. Meu pai é advogado.
Eu já quis ser advogado, já quis ser cantor, médico, arquiteto, engenheiro...
É muito futuro pra uma pessoa só.

Eu fico me programando para algo que me aguarda, mas não sei se me deseja.
Não sei se eu desejo.

A meta é única, mas o caminho pode ser bem diferente.

“Que tal você parar de limpar o umbigo, heim Bruno?”

Boa idéia... De volta à prancheta...



Bruno Lourenço
O que é ser de celofane pra você?

Eu tenho dois relógios. Um, eu embrulho num papel de celofane vermelho. É bonito, transparente e não nega a realidade do que está dentro. Um relógio! Você pode até ver que horas são, sem precisar desmanchar o embrulho.
O outro, eu coloco dentro de uma caixa. Não nego que existe um relógio ali dentro, mas quem não sabe que eu o coloquei jamais saberá, ao menos que abra o embrulho e faça uso do que está no seu interior. Ou, numa situação mais cautelosa, faça um silêncio absoluto para simplesmente poder ouvir o tiquetaquear.

É engraçado como hoje (e sempre, não nos esqueçamos da história), o olhar perfura o celofane transparente. Não que o celofane seja algo imperceptível. Talvez seja o medo da nossa realidade primitiva.

É visto como algo fora do eixo, quando na verdade é um grito de atenção disfarçado de ‘tic-tac’.


Bruno Lourenço

E para que lado olhar?

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Velha vontade de parar. De deixar a espada ali. Eu descobri algo arrematador sobre minha pessoa, de que meu fluxo é próprio demais... Ai que vontade de transformar isso em cena, mas eu sei que não devo, já ando com idéias acumuladas demais. Tudo é tão cena que a vez de ser cena é algo tão inóspito. Foram muitos anos, foi muita crença, e hoje o que não tenho? Eu devo, em todos os sentidos ao tempo e a minha tolerância. Tão novo e já tão velho... E hoje eu acordei com uma vontade de lhe dar um presente... O que você deseja? Algo físico mesmo? Em valor monetário? Desculpa não lhe abrir a porta do meu carro... Desculpe pelo cardápio... Desculpe pela indicação do filme, não observei a faixa etária... Desculpe, é que eu ando cheio de impressões sobre tudo e todos, às vezes eu até erro o lado da calçada. Eu sou tão quase pai... Quanto sou tão quase feliz.

São muitas amarras eu venho me sentido um pouco sufocado...

A verdade é um instrumento indispensável a quem pretende ser feliz...
Esse fim de semana fomos ao coquetel e ao 1º workshop de imersão do Projeto Conexões, para o qual nós fomos sorteados.

Para quem não conhece, o Conexões, é um projeto que incentiva o teatro feito por jovens e para jovens como ferramenta para a formação humana e cultural, fomentando, por intermédio do trabalho em equipe, a criação de espaços para a reflexão e expressão das questões presentes no jovem de hoje.
Eles trabalham por sorteio. Não estamos lá por sermos legais.
(HAHAHA)

Mas foi bem divertido. Nós já tínhamos participado do workshop para imersão de diretores, que tinha dado um tom diferente do que experimentamos esse final de semana.
Conhecemos bastante pessoas, outros grupos que também montarão o texto ‘Refugo’, de Abi Morgan (O texto que escolhemos montar) e comemos muitos grãos, patezinhos e tomamos suco. Isso no coquetel.

No workshop, fizemos uma aula com Max Key, do National Theatre de Londres. Pulamos, dançamos, cantamos e deitamos no chão. Foi divertido.
Lá, foi mais reservado …

O bom filho ao lar retorna... Eu já fiz essa piada

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Primavera estreou aqui em São Paulo e nem viemos falar sobre como foi estar de volta ao lar.

No dia 17/5, estreou aqui em São Paulo, o espetáculo Primavera.
Voltamos de Curitiba bastante empolgados para apresentar, sabendo que a temporada daqui de São Paulo seria bem melhor do que a de lá.
A nossa estréia foi acompanhada de horas de montagem de cenário, aquecimentos, danças, cirandas e um piadinhas a parte do tipo: O bom filho ao lar retorna.

Mas é isso aí!
Estamos aqui e super felizes de poder aconchegar aqueles que nos prestigiam com a sua presença e, tentando mostrar para todos o despertar de uma Primavera conhecida e pouco lembrada de todos nós.

"Primavera"


Espaço Pyndorama Rua Turiaçu, 481, Perdizes, São Paulo. Tel: (11) 3871-0373Próx. ao Metrô Barra Funda e ao Parque da Água Branca. Em frente ao CNA.
Quando: Sábados e Domingos: às 14hsDe 17 de maio a 29 de junho

Excepcionalmente no dia 1/06 não haverá espetáculo

Quanto: R$ 20, 00 (inteira) e R$ 10,00 (meia)











Bruno Lourenço