segunda-feira, 23 de junho de 2008

Dia de dormir na aula e no trem.

Hoje tivemos um ensaio muito interessante... Na verdade, sentamos para conversar.

Discutimos coisas sobre o 'Primavera' (É a última semana! Assistam!), acertamos algumas coisinhas...
Enfim, um pit-stop necessário.

Intervalinho.

Fomos comer na padoca. 13 rodadas de pão na chapa. E dá-lhe café com leite!

Voltamos ao PCO.

Quando cheguei, uma discussão estava sendo travada: Aonde está o nosso espaço de trabalho?
Nosso grupo, há algum tempo, procura um local para poder estabelecer uma sede para que possamos organizar nosso trabalho e nos administrar melhor.

Estou empolgado sabendo que o nosso lar continuará sendo o nosso lar.
Vamos nos mobilizar por algo maior que todos nós almejamos.
Aquela suposta felicidade. Aquela nostalgia gostosa de algo que a gente não viveu.
O momento em que todas as vozes se calam e outra voz fala mais alto.
Nosso teto já voou longe, mas vamos fixá-lo agora.
Vamos derrubar uma parede. Vamos escrever na parede levantada:

O TEATRO ESTA MORTO
VIVA O TEATRO



Bruno Lourenço

segunda-feira, 16 de junho de 2008

Ultimamente ando pensando muito sobre o futuro. Temazinho meio besta esse, né? Batido...
Mas eu vou fazer o que? Eu só vou ser um intelectual daqui uns 40 anos (no mínimo)...

Quando eu era pequeno, eu queria ser advogado. Pra ter uma sala com uma lâmpada e usar calça jeans. Pelo menos foi assim o desenho que eu fiz, quando eu tinha 6 anos. Meu pai é advogado.
Eu já quis ser advogado, já quis ser cantor, médico, arquiteto, engenheiro...
É muito futuro pra uma pessoa só.

Eu fico me programando para algo que me aguarda, mas não sei se me deseja.
Não sei se eu desejo.

A meta é única, mas o caminho pode ser bem diferente.

“Que tal você parar de limpar o umbigo, heim Bruno?”

Boa idéia... De volta à prancheta...



Bruno Lourenço

sexta-feira, 6 de junho de 2008

O que é ser de celofane pra você?

Eu tenho dois relógios. Um, eu embrulho num papel de celofane vermelho. É bonito, transparente e não nega a realidade do que está dentro. Um relógio! Você pode até ver que horas são, sem precisar desmanchar o embrulho.
O outro, eu coloco dentro de uma caixa. Não nego que existe um relógio ali dentro, mas quem não sabe que eu o coloquei jamais saberá, ao menos que abra o embrulho e faça uso do que está no seu interior. Ou, numa situação mais cautelosa, faça um silêncio absoluto para simplesmente poder ouvir o tiquetaquear.

É engraçado como hoje (e sempre, não nos esqueçamos da história), o olhar perfura o celofane transparente. Não que o celofane seja algo imperceptível. Talvez seja o medo da nossa realidade primitiva.

É visto como algo fora do eixo, quando na verdade é um grito de atenção disfarçado de ‘tic-tac’.


Bruno Lourenço

quinta-feira, 5 de junho de 2008

E para que lado olhar?


Velha vontade de parar. De deixar a espada ali. Eu descobri algo arrematador sobre minha pessoa, de que meu fluxo é próprio demais... Ai que vontade de transformar isso em cena, mas eu sei que não devo, já ando com idéias acumuladas demais. Tudo é tão cena que a vez de ser cena é algo tão inóspito. Foram muitos anos, foi muita crença, e hoje o que não tenho? Eu devo, em todos os sentidos ao tempo e a minha tolerância. Tão novo e já tão velho... E hoje eu acordei com uma vontade de lhe dar um presente... O que você deseja? Algo físico mesmo? Em valor monetário? Desculpa não lhe abrir a porta do meu carro... Desculpe pelo cardápio... Desculpe pela indicação do filme, não observei a faixa etária... Desculpe, é que eu ando cheio de impressões sobre tudo e todos, às vezes eu até erro o lado da calçada. Eu sou tão quase pai... Quanto sou tão quase feliz.

São muitas amarras eu venho me sentido um pouco sufocado...

A verdade é um instrumento indispensável a quem pretende ser feliz...

segunda-feira, 2 de junho de 2008

Esse fim de semana fomos ao coquetel e ao 1º workshop de imersão do Projeto Conexões, para o qual nós fomos sorteados.

Para quem não conhece, o Conexões, é um projeto que incentiva o teatro feito por jovens e para jovens como ferramenta para a formação humana e cultural, fomentando, por intermédio do trabalho em equipe, a criação de espaços para a reflexão e expressão das questões presentes no jovem de hoje.
Eles trabalham por sorteio. Não estamos lá por sermos legais.
(HAHAHA)

Mas foi bem divertido. Nós já tínhamos participado do workshop para imersão de diretores, que tinha dado um tom diferente do que experimentamos esse final de semana.
Conhecemos bastante pessoas, outros grupos que também montarão o texto ‘Refugo’, de Abi Morgan (O texto que escolhemos montar) e comemos muitos grãos, patezinhos e tomamos suco. Isso no coquetel.

No workshop, fizemos uma aula com Max Key, do National Theatre de Londres. Pulamos, dançamos, cantamos e deitamos no chão. Foi divertido.
Lá, foi mais reservado para o pessoal que tinha escolhido o mesmo texto. Então ele separaram a gente pela cor da camisa (cada integrante do grupo ganhou uma camisa com a cor referente ao texto que escolheu. O Refugo foi verde)e fomos para o teatro do Colégio Sâo Luís. Conversamos com a tradutora do nosso texto, com alguns diretores que irão auxiliar a montagem dos espetáculos e discutimos um pouco o Refugo.

Nossas fotógrafas de plantão não estavam preparadas com suas câmeras de última geração, mas vamos roubar umas fotos do site do Conexões e logo postaremos aqui.

Tivemos que sair um pouco mais cedo, pois tínhamos apresentação as 14 hrs, mas antes disso, eu tive um tempinho para falar com o próprio Max.
Fomos eu e a Bia Barros. Eu fiquei tremendo na hora de falar com o cara. Não por que eu sou fã dele (na verdade eu acharia que ele é um amigo do meu pai, se eu visse ele na rua), mas por causa do domínio do inglês numa situação que poderia queimar o grupo.
Eu meio que ‘interrompi’ uma conversa que ele estava tendo com a Ligia Cortez, uma das diretoras que irão auxiliar as montagens. Mas ele foi super simpático e a Ligia participou da conversa também. Nós falamos para os dois sobre o Primavera e o Max disse que o Gabriel Carmona (O diretor que vai nos auxiliar) já tinha lhe dito sobre o Primavera.

Ele nos contou que vai para Paraty, Salvador, Recife e depois voltará para São Paulo. Disse que quando voltar, talvez dê uma passadinha. Eu brinquei dizendo que a peça é muito sensorial e a língua não será uma barreira e ele deu risada.

Gostei bastante desse fim de semana e espero que o Conexões seja prazeroso, seguido de um trabalho com verdade e competência.

Colocamos o pezinho na Inglaterra!
(Com o Conexões, é claro...)



Bruno Lourenço

O bom filho ao lar retorna... Eu já fiz essa piada

Primavera estreou aqui em São Paulo e nem viemos falar sobre como foi estar de volta ao lar.

No dia 17/5, estreou aqui em São Paulo, o espetáculo Primavera.
Voltamos de Curitiba bastante empolgados para apresentar, sabendo que a temporada daqui de São Paulo seria bem melhor do que a de lá.
A nossa estréia foi acompanhada de horas de montagem de cenário, aquecimentos, danças, cirandas e um piadinhas a parte do tipo: O bom filho ao lar retorna.

Mas é isso aí!
Estamos aqui e super felizes de poder aconchegar aqueles que nos prestigiam com a sua presença e, tentando mostrar para todos o despertar de uma Primavera conhecida e pouco lembrada de todos nós.

"Primavera"



Espaço Pyndorama
Rua Turiaçu, 481, Perdizes, São Paulo.
Tel: (11) 3871-0373Próx. ao Metrô Barra Funda e ao Parque da Água Branca. Em frente ao CNA.

Quando: Sábados e Domingos: às 14hsDe 17 de maio a 29 de junho


Excepcionalmente no dia 1/06 não haverá espetáculo


Quanto: R$ 20, 00 (inteira) e R$ 10,00 (meia)












Bruno Lourenço