sábado, 19 de julho de 2008

Sem/Com


Foto: "As cores que o Refugo nos aponta"...

Passo apenas para dizer que estou perdido...

São muitas cores... e que vontade de ver, sentir e resumir essa euforia...

Helô, tempos bestas eram aqueles!

William Costa Lima(constrangido)

quinta-feira, 10 de julho de 2008

O primeiro dos primeiros...

O ínicio da euforia

Ano de 2005. Fevereiro. Ou quinta, ou sexta-feira de manhã. Estava começando a cursar o sétimo ano (minha antiga e querida sexta série!). Não era um dia como qualquer outro. Me lembro como se fosse hoje.
Eu era realmente feliz com 11 aninhos. Feliz de ter a liberdade de comprar chicletes na padaria da esquina e tirar um dez na redação da escola. Uma felicidade que só se tem no início do caminho. Era o início da euforia.


Soledade, uma das funcionárias quebra-galho do meu antigo colégio, entrou na sala de aula pedindo licença para a divulgação do novo curso extracurricular da escola. Sempre odiei cursos extracurriculares do Colégio Terra! Pois seu único intuito era, e deve ser até hoje, roubar o salário dos pais e retirar-nos o nosso valioso tempo de não fazer nada de tarde.


Já estava cansada disto! Então deitei na carteira, fechei os olhos e fiquei rabiscando a mesa. “Aulas de teatro com William Costa Lima”, quem é esse cara? (como se eu conhessece alguém de teatro aquela época além do Wolf Maia) Que sono... O cara era um esquisitão. Usava uma calça larga marrom-cocô, um tênis velho e rasgado da Reebok e uma camiseta verde. Não dei muita importância pra ele, preferia decorar os tipos de relevo de origem vulcânica. Disse que quem se interessasse pelo curso, que levantasse a mão. Levantei. Até que gostava de teatro. Ou pelo menos dos infantis comerciais que meu pai me levava pra assistir no Shopping Higienópolis. Fui uma das poucas a erguer o braço. Ele me olhou e abaixei a cabeça de fininho. Disse que se eu fosse tímida eu poderia ser a porta da sua peça(demonstrou com o corpo a porta). Todos riram. Engraçadinho! E burro! Não vai conseguir alunos fazendo piadas deles! Mas eu fui; só pra não ter de assistir a Lagoa Azul de quintas-feiras à tarde.


Odeio ter que mudar de opinião. Eu adorei a primeira aula! Foi o estopim dos meus dias excitantes. Contava os dias, os minutos e os segundos para a quinta feira chegar novamente. Ansiedade. Era muito prazeroso, o ano que eu mais gostei de estudar teatro; o primeiro. Lembro de muitas improvisações com temas nordestinos. Muitas conversas empolgantes sobre espetáculos e escolas de teatro. Exercícios físicos como cambalhota, estrela. E alongamentos. Leituras do Despertar da Primavera, de Frank Wedekind. Eu era muito mais disciplinada que agora! Maníaca por teatro! Lia todos os livros que ele me indicava. Lembro que o Auto da Compadecida eu fiquei desesperada, pois só havia quarta a noite para eu ler, mas eu consegui acabar de madrugada (coisa que nunca havia feito até aquele tempo). Lembro também, que depois da aula de teatro achei dois livros na estante onde o professor deixava sua mala, um era sobre mitologia grega e outro era sobre imigração. Li os dois; só pra mostrar serviço. Ah! E quando eu chorei porque minha mãe não deixou eu ver a peça do Saci! Ai ai! Incrível como em poucos meses mudei minha rotina e como aquele estranho que invadiu minha aula de Geografia se tornava um professor confiável e um incentivador constante da minha artee também, da minha pessoa. Essa é a palavra que resume exatamente o início do teatro em mim e do Projeto Meu –olho, Meu-Mundo: empolgante!


E continua sendo... Mesmo depois de três anos! Tendo surgido do projeto o grupo Pequeno Teatro de Torneado, a empolgação se mantém em todos os ensaios e apresentações, sendo trabalhada com seriedade e na tentativa de desmistificação da sonhada profissão de ser ator( uma coisa que martelou muito na minha cabeça esses dias e percebi que no grupo fazemos muito isso), com novos colaboradores, atores, figurinistas, enfim gente empolgada para ser e fazer e ajudar a acontecer não sei o quê!

Desmistificação do teatro: Uma frase que li e me identifiquei quanto a essa questão é: "O que advém do desaparecimento da ilusão e o declínio da aura nas obras de arte é um crescimento considerável de possibilidades com as quias podemos jogar"

Por Heloisa Evelyn

sexta-feira, 4 de julho de 2008

De Fernando para o Universo:



“Comunhão Miscelânica”, esse é o meu sentimento em relação ao espírito que o Torneado vem munido nesse novo semestre, essa é a dialética de pessoas de riquezas sublimes e únicas, que partilharão novos momentos, que serão, antes de tudo, momentos doces, e que cada singularidade abasteça essa pluralidade dos novos capítulos que estão a serem escritos e publicados em corações, braços, cabelos, estômagos, almas, úteros, rins, corpos. Agora é a hora do novo, mas com a certeza de que o passado está presente, em novos amigos, em novos projetos, em novos locais, em novos amores, em novas paixões, em novos, em velhos, em novos...



São Genésio, o padroeiro dos epiléticos, atores e músicos

De Gero Camilo e Tata Fernandes

Santinho pequenininho
De coração assim assim pequenininho
Protege tua legião
Abençoa nosso ofício
Que o drama, que o riso
De forma assim assim pequenininha
Conceda a todos coração
Abençoa nosso ofício
Que o drama, que o riso
De forma assim assim pequenininha
Conceda nosso ganha pão
São Genésio protege tua legião
São Genésio concede a todos coração
São Genésio concede nosso ganha pão
AMÉM!!!

terça-feira, 1 de julho de 2008

Acabou, acabou...

O Bruno sempre fala que ninguém escreve aqui. Eu, particularmente, me sinto tímida ao dar as caras no blog do grupo.
Já pensou se eu escrevo uma besteira? Vai demorar para alguém ler. Depois mais um tempo até apagar...
Que melindre mais bobo esse meu não?

Antes que eu comece a divagar sobre coisas não tão interessantes, deixo aqui um post que eu tunguei do meu próprio blog.
E, por falar em blog, essa semana vou tentar resolver essa questão dos comentários, prometo!

Depois de dois meses em cartaz, acabou a temporada do Primavera.
E finalizamos apresentando para um público muito espontâneo. As pessoas assistiram, gostaram, recomendaram e uma galera apareceu no último fim de semana...
É engraçado olhar para a platéia e notar que não conhecemos quase ninguém. E mesmo sem nos conhecer, as pessoas estão ali, dispostas a dividir com a gente o nosso momento.
No último dia, tinha mais de 40 pessoas assistindo. Teatro lotado. Que puta prazer fazer uma peça com um teatro lotado.
Tinha um brilho diferente nos nossos olhos. Foi tão legal quanto aquele dia em que nós apresentamos só para seis pessoas, nessa mesma temporada.
Nossa peça funciona com pouco ou muito público. A gente só precisa de um público aberto. E quando as pessoas estão abertas, a gente entra mesmo.
Fiquei muito feliz, extremamente feliz com a presença dos meus amigos que compareceram. É muito bom compartilhar o nosso trabalho com as pessoas que a gente gosta.
Tivemos muitos ganhos durante essa temporada. Foi uma experiência bacana.
E continuamos aí. Uma pausa com a Primavera, sem deixar que ela continue despertando.


Essas foram só as primeiras impressões. Porque na verdade, a temporada toda ainda está reverberando.

Por Mayra Guanaes