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Mostrando postagens de Setembro, 2008

Manifesto do ‘Teatro de Casinha’

Manifesto do ‘Teatro de Casinha’

E o mundo – otudo - é repleto de coisas maravilhosas: ares, amores, amoras, sabores, sangues, dores, prazeres, mortes, raivas, amargos, doces... Esse compreende tudo o que há para se descobrir, destrinchar e explorar qual um jardim de possibilidades infinitas ignoto à nossa consciência. Mas, ainda que cada ser humano, em sua dita peculiaridade, buscasse nesse tão imenso mundo absorver suas próprias descobertas, deparar-se-ia, em determinado momento, com o que nos é, por essência, comum. O ‘comum’ já “pejorativizado” – de aquilo que é medíocre - deve ser excluído de nossa mente. Refiro-me ao que nos liga quanto seres humanos: nossa carência pelo abraço, nosso abraço pelo carinho, nossa saudade da avenida da Saudade, nosso barranco de terra do qual despencaríamos não fosse a mão suja do primo mais velho... Tudo aquilo que nos acalanta e nos ‘nina’ – música sincera em ouvidos rendidos – remete, diretamente, à Casinha. Ela mora esquecida nos nossos sonhos. …
Eu não tenho mais quem cante minhas canções de ninar.
Todos os meus sonhos são frutos do que alguém já sonhou.
Tudo aquilo que me cerca, me faz pensar.
E talvez seja algo que alguém já pensou.

O tempo faz o gênio.
E isso não sou eu quem diz.
Um segundo.
Um segundo pode me fazer feliz.

Deixa eu matar alguém.
Deixa eu matar meu carnaval.
Deixa eu matar o meu amor.
Deixa eu matar. Deixa eu matar.

Deixa eu matar o que me faz falta.
Deixo matar o que me satisfaz.
Canta! Canta que eu preciso ouvir!
Canta até não aguentar mais!

O meu último abraço foi o de uma parede.
O meu próximo beijo, eu quero conquistar.
Se é ajuda, se é samba, se é benção...
Inventa! Inventa sua canção de ninar.

Até logo...

Bruno Lourenço
Quando estamos em roda, cantando "Minha canção", que nós costumamos chamar de canção de cidade, eu olho ao meu redor e sempre penso a mesma coisa:

- Puxa. Nós somos um grupo mesmo...

Mayra
. - Algo sobre o caos

O adolescente contemporâneo?

Hoje eu tenho 17 anos.

Fico confuso na minha falta de organização.

Os carros passam por mim fazendo barulho. Lembra disso? É Refugo.

Quando eu corria, eu era criança.
Hoje eu, tão novo, estou sempre atrasado.

"Fica mais um pouco! Dá um beijo"
"Desculpa, não posso!"

Todos os dias, eu vejo pessoas que o tempo todo são rotuladas como fúteis, como bobas, como pessoas sem cultura.
Então eu, na minha falta de maturidade, tento fazer o contrário. Tento ser diferente delas.
Usar roupas diferentes, falar diferente.
E quando eu vejo, ó: Já dei a volta.
Fiquei bobo de novo.

E bobo por quê?
"Novela, Mallu Magalhães, Rua Augusta, Nação Tantan, Baile Funk..."

Quando eu falo por mim, eu falo por nós.
Eu sou uma voz.
Só uma voz.

Fico confuso na minha falta de organização.

Só dedos que digitam algo que não só uma cabeça pensa.
E que pena que não é só uma cabeça.

Se fosse só uma, eu seria louco, neutóritco...

Somos alguns tantos, que somos bobos…

Fotos primavera e texto celofane

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Bia Barros postando..
Bom, eu queria postar umas fotos que tiramos esse domingo, enquanto pegavamos folhas secas no parque da luz. E queria postar uma carta que eu escrevi para o Fernando nas férias, falando um pouco sobre o processo do “Celofane”. Eu escrevi a carta quando estava voltando no ônibus, de Balneário Camboriu para São Paulo, e estava contando sobre a experiência de conviver três dias com minha prima de três anos. O “Celofane” é uma peça infantil, e na carta eu conto como foi essa convivência com a minha prima e como essa convivência me influenciou.

FOTOS:

pinacoteca!


Fernando e Ma, climão.






Morritz, tem como colocar a sua cabeça embaixo do braço?




TEXTO (celofane):
Estou sentada no ônibus, estou na janela, olhando as estrelas. sentada no ônibus olhando as estrelas e escrevendo um texto para você. sabe, acabei de viver durante três dias uma experiência única. eu convivi com uma criança. e nossa! como eu fiquei nervosa, em sentir uma criança perto de mim.. com esse processo do cel…
Galeraaaaaaa!

vocês estão sabendo que pela campanha "Teatro é um barato!" o ingresso do Primavera é mais em conta, por isso ai está o link com o site, lá o ingresso é APENAS R$2,00, Se algué nessa tempora dizer que não foi por falta de grana, vai apanhaaaaaaar!

http://carrinho.ingresso.com.br/br/teatro/porpeca.asp?T_IDCIDADE=00000001

Beijoooooooos Troneados!
Dá uma geral, faz um bom defumador
Enche a casa de flor
Que eu tô voltando!
Faz um cabelo bonito pra eu notar
Que eu só quero mesmo é despentear
Quero te agarrar
Pode se preparar porque eu tô voltando!

PRIMAVERA!

O espetáculo PRIMAVERA, com O Pequeno Teatro de Torneado, reestréia no Teatro da Vila no dia 6 de setembro (sabado que vem) e propõe uma reflexão sobre o adolescente contemporâneo e suas angústias, que tipos de influências a educação e as posições políticas dos adolescentes do século 19 trouxeram para o comportamento do jovem de hoje!

Direção e dramaturgia: William Costa Lima

Elenco: Beatriz Barros, Beatriz Cavalcante, Bruno Lourenço, Diego Chimenes, Fernando Melo, Heloisa Evelyn, Mayra Guanaes e Thiago França.

Local: Teatro da Vila – Rua Jericó, 256, Vila Madalena – fone: (11) 3813-7719 – 80 lugares

Temporada: de 06 a 28 de setembro de 2008

Dias e horários: Sábados e Domingos, às 18h

Ingressos: R$10,00 (inteira) e R$5,00 (meia-entrada)

Duração: 3h (com um intervalo de 20 minutos)

Que seja d…

A primeira vez que eu ouvi falar sobre tudo isso

Beatriz Barros postando :
Quinta-feira conversávamos enquanto montávamos o cenário, das coisas que já passamos juntos. E aí, eu comecei a lembrar de tudo! Desde o início, desde a primeira vez que eu ouvi falar desse grupo, desse pequeno teatro de torneado.
As primeiras palavras vieram da Mariana, irmã da Beatriz Cavalcante. Ela estuda no meu colégio, um dia sentadas em um banco começamos a falar sobre teatro, e então ela começou a falar sobre o seu grupo. Começou falando sobre a peça: primavera. E então me disse sobre coisas totalmente abstratas no primeiro momento, palavras soltas que eu tive que juntar e formatar um sentido em minha mente: vestido de noiva, Ilse, Minas Gerais, William Costa Lima, Bruno, Thiago, Helô, menina de louça. E então veio o resultado: as imagens que eu formatei são as primeiras imagens da peça em minha mente, algo que não é tão distante da realidade. Uma luz amarela, caída sobre uma noite cheia de estrelas, pessoas em frente de uma igreja branca com detalhes …

A mala.

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Temos uma mala. Dentro dela criamos coisas, as coisas se criam. As emoções brotam dela, passam por nós e voltam para a mala. Como um círculo. Paramos. Nos olhamos. Conversamos. Pensamos. Resolvemos abrir a mala. Deve ser importante. Abrimos e as criações começam a se montar. Montamos. Tudo de uma forma. Tudo com significado. E está montado. Novas emoções. Lidamos com catástrofes. Tudo é aqui, na mão. Tic tac. Paramos. Respiramos. Nos olhamos. E voltamos. Mais catástrofes. Emoções. Recortamos, desistimos, rasgamos. Êxtase. As emoções se findam. Olhamos em volta. Tudo desmontado, de volta a mala. Fechamos a mala.
E saímos ao sereno.

Renan Almeida.