quinta-feira, 30 de outubro de 2008

domingo, 12 de outubro de 2008

Aqui.

Aqui.

Há tempos que comecei a estudar teatro com todo o vigor. Não sei, acho que a gente nunca aprende demais e eu precisava de alguma coisa mais direta pra entender o que eu não queria escutar. Um destes estudos era uma oficina de teatro pública que eu fazia em Guarulhos. Algo muito iniciante, com uma carga estranha e tudo muito empurrado, não sei, começávamos a fazer tudo de uma forma quadrada. O coordenador da oficina era um cara meio estranho, parecia meio cansado do teatro. Que estava fazendo aquilo simplesmente pelo dinheiro ou por algum outro motivo que eu desconhecia, porque ele nunca esteve com muita vontade de fazer teatro.

Então, infelizmente e felizmente, ele saiu e em seu lugar entrou uma mulher inteligente. Ela era inovadora, fazia tudo com muita vontade e organização... Conseguia manter um padrão de aula muito gostoso e incrível. Eu conversava com ela algumas vezes e ela demonstrou um grande prazer ao ouvir que eu fazia parte de um grupo de teatro. Um grande interesse. Estranho, mas um interesse.

Pois bem, o curso corria tranquilamente até que ela deixou escapar para os alunos a história do grupo de teatro. Bem, na verdade, eles não gostaram muito da notícia. Recebi um email de uma garota do curso estes dias, ela dizia que o pessoal se sentia um tanto quanto intimidado ou sendo julgados por mim. Não sei, só sei que desde que eles souberam disso passaram a me odiar profundamente. Faziam comentários maldosos sobre mim, tentavam me expôr, me agredir... Enfim, estes termos.

Diante tantos comentários, pareceu-me que a coordenadora também já estava começando a ficar um pouco inclinada para o lado deles. Ela realmente parecia achar que eu estava julgando os alunos, os observando e falando mal deles, o que era uma mentira sem limites. Eu estava super de boa, eu queria aprender e não ficar julgando as pessoas. Analisar se são boas ou não nunca foi a minha meta.

Depois de um certo tempo, essa coordenadora me expulsou do grupo da oficina. Disse com muita ironia que eu já havia aprendido demais, que isso era o bastante para eu levar pro grupo e que era isso que eu estava fazendo. Disse que eu estava prejudicando o aprendizado dos outros alunos, que prejudiquei as aulas dela e que os alunos não conseguiam mais ter a mesma desenvoltura que tinham quando não sabiam que eu pertencia ao Torneado. Enfim, fui expulso.

Precisei disto pra perceber onde é meu verdadeiro lugar pra aprender.

Renan de Almeida.

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Oxigênio - Lá e cá

'E sem justificativa... Pois é a arte de renovar a renovação da arte! Bebamos no mesmo cálice das vanguardas as bebidas do nosso tempo... Nos embriaguemos do verde de Toulouse Lautrec e do borrão impressionista!'

-Vamos para a inglaterra?
-Talvez... Por quê?
-O Big Ben... ele é bonito!
-É. É bonito.
-Será que poderei pisar com meus pés descalços por onde Lennon passou?
-Sim. A terra é terra ainda que o concreto relute.

Reflexão particular: Dificuldade em entender o 'verb to be'. Afinal, ser e estar me soam tão diversos entre si... Entre si e dó também quando do refrão de "Let it be"(Deixe estar/ser). Me pego, covardiamente, partilhando da vontade de dizer "I am" e me isentado da culpa de ter dito "Eu sou" quando, na verdade, "estou". E estar acaba sendo tão mais belo e poético no fato de um sentimento não ser "imortal posto que é chama"... Então, devemos aceitar a supremacia linguística dos ingleses de Shakespeare (do "Ser ou não ser", ou seria "estar ou não estar"?) pelo poder da síntese que o idioma anglo-saxão nos ofereceu?
*Dúvida (doubt).
*Medo (fear).

God! A insight in my mind!

Esqueçamos por um breve momento da beleza da poética das palavras de Lennon e Shakespeare... Há algo que sobrevive além da forma... [Algo] Que Saramago, Victor Hugo e Fernando Pessoa já exploraram: pode-se isentar da culpa na duplicidade de uma palavra, mas não no olhar que esta propõe - timidamente.

(E pensar que Machado de Assis traduzia Edgar Allan Poe do francês...)



Thiago França,

segunda-feira, 6 de outubro de 2008



Só não sejam omissos, POR FAVOR!

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Pois é, foi doce, mas, nesse jardim a Primavera não prorrogou, mas com certeza sementes ela deixou. (trocadilho infame, não?!)

Iemanjá sempre presente em nosso meio e com um auto-influenciado-corte-frutifero uma oferenda ela levou, e, o universo com sua sincronicidade e Iemanjá com sua rapidez, trouxe pelo CÉUDEX 10 outras oferendas, que vieram para fazer parte da nossa constelação. Constelação essa, que sente o melado, o ácido, o colorido, de fruta despencada ao chão, e agora é difícil de achá-la no meio das folhas (né Má?!)

E que boas novas entrem na galeria torneada, e o que está e fez estar são coisas diversas, mas uma delas é ingrediente fundamental para nossa essência: É O AMOR!