Oxigênio - Lá e cá

'E sem justificativa... Pois é a arte de renovar a renovação da arte! Bebamos no mesmo cálice das vanguardas as bebidas do nosso tempo... Nos embriaguemos do verde de Toulouse Lautrec e do borrão impressionista!'

-Vamos para a inglaterra?
-Talvez... Por quê?
-O Big Ben... ele é bonito!
-É. É bonito.
-Será que poderei pisar com meus pés descalços por onde Lennon passou?
-Sim. A terra é terra ainda que o concreto relute.

Reflexão particular: Dificuldade em entender o 'verb to be'. Afinal, ser e estar me soam tão diversos entre si... Entre si e dó também quando do refrão de "Let it be"(Deixe estar/ser). Me pego, covardiamente, partilhando da vontade de dizer "I am" e me isentado da culpa de ter dito "Eu sou" quando, na verdade, "estou". E estar acaba sendo tão mais belo e poético no fato de um sentimento não ser "imortal posto que é chama"... Então, devemos aceitar a supremacia linguística dos ingleses de Shakespeare (do "Ser ou não ser", ou seria "estar ou não estar"?) pelo poder da síntese que o idioma anglo-saxão nos ofereceu?
*Dúvida (doubt).
*Medo (fear).

God! A insight in my mind!

Esqueçamos por um breve momento da beleza da poética das palavras de Lennon e Shakespeare... Há algo que sobrevive além da forma... [Algo] Que Saramago, Victor Hugo e Fernando Pessoa já exploraram: pode-se isentar da culpa na duplicidade de uma palavra, mas não no olhar que esta propõe - timidamente.

(E pensar que Machado de Assis traduzia Edgar Allan Poe do francês...)



Thiago França,

Comentários

Mayra disse…
Nunca entendi, por que você nunca escreve...
Nefertiti disse…
Era tudo que eu NECESSITAVA ler.
Obrigada.
São 200 anos de ensinamentos e reflexões concisos no seu devaneio.

*.*

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