sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Oxigênio - Lá e cá

'E sem justificativa... Pois é a arte de renovar a renovação da arte! Bebamos no mesmo cálice das vanguardas as bebidas do nosso tempo... Nos embriaguemos do verde de Toulouse Lautrec e do borrão impressionista!'

-Vamos para a inglaterra?
-Talvez... Por quê?
-O Big Ben... ele é bonito!
-É. É bonito.
-Será que poderei pisar com meus pés descalços por onde Lennon passou?
-Sim. A terra é terra ainda que o concreto relute.

Reflexão particular: Dificuldade em entender o 'verb to be'. Afinal, ser e estar me soam tão diversos entre si... Entre si e dó também quando do refrão de "Let it be"(Deixe estar/ser). Me pego, covardiamente, partilhando da vontade de dizer "I am" e me isentado da culpa de ter dito "Eu sou" quando, na verdade, "estou". E estar acaba sendo tão mais belo e poético no fato de um sentimento não ser "imortal posto que é chama"... Então, devemos aceitar a supremacia linguística dos ingleses de Shakespeare (do "Ser ou não ser", ou seria "estar ou não estar"?) pelo poder da síntese que o idioma anglo-saxão nos ofereceu?
*Dúvida (doubt).
*Medo (fear).

God! A insight in my mind!

Esqueçamos por um breve momento da beleza da poética das palavras de Lennon e Shakespeare... Há algo que sobrevive além da forma... [Algo] Que Saramago, Victor Hugo e Fernando Pessoa já exploraram: pode-se isentar da culpa na duplicidade de uma palavra, mas não no olhar que esta propõe - timidamente.

(E pensar que Machado de Assis traduzia Edgar Allan Poe do francês...)



Thiago França,

2 comentários:

Mayra disse...

Nunca entendi, por que você nunca escreve...

Nefertiti disse...

Era tudo que eu NECESSITAVA ler.
Obrigada.
São 200 anos de ensinamentos e reflexões concisos no seu devaneio.

*.*

Sobre o sentir e o dançar de um corpo gordo

Sempre achei estranha a vontade que eu tinha de dançar. Durante muito tempo, meu corpo ficou inerte. Fugia das aulas de educação física, ...