segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Comecei a escrever isso há um tempo atrás.
É bem maior e eu não sei o que é.
Mas me deu vontade de partilhar com vocês.

"Eu não conheço o nome daquela árvore e o único nome que eu sei foi um nome que eu inventei. As coisas mudam. As pessoas crescem. Encontros se fazem, desfazem, refazem e quando nosso olhar só encontra o seu reflexo nós vemos a necessidade de algum encontro com o novo.
Eu queria um gole de café, um fiapo de calça, uma colherada de açúcar... Não sei. Algo me faça ser humano. Nesse meu anseio, eu já juntei um monte de tranqueira e meus dentes estão cheios de cáries.

Tudo começou num momento que eu desacreditava ser o momento de um ‘encontro com o novo’, então fui pronto para andar só. Era algum feriado. A gente se usa de uma convenção pra ser feliz e se sentir amado. Tem gente que fala que as datas comemorativas são ‘jogadas de marketing’. Eu acho que é a forma que o ser humano encontrou de amar o próximo. Eu poderia fazer uma jogada de marketing beijando a minha mãe. E ao invés disso, demonstro meu amor comprando uma geladeira..."

Bruno Lourenço

3 comentários:

Núcleo de Direção disse...

A senha para postar um comentário era "uvido".

Se continuarmos assim, vamos acabar fazendo um teatro contemporâneo sobre o vazio... Isso, já foi muito explorado... Vamos ou não reler um obra do Shakespeare? Falaremos de amor?

E tudo está tão aqui... Tão perto...

William Costa Lima

Beatriz disse...

nossa bruno, me tocou muito... obrigada.

Helô disse...

Também sou a favor de datas comemorativas, acho que quem afala mal é um bando de intelectualóide insensível.
Gostei, Bru.
Beijos.

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