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Mostrando postagens de Janeiro, 2009

Anti-sol, Ante Luz

Anti-sol, Ante Luz

Sabe aquela plantinha que fica presa na caixa e depois de algum tempo, sobe em direção a luz?
É algum lugar que fez parte de mim, mas eu não conheci.
São figuras que estavam presas dentro de mim, que eu sempre tento fazer sair.
A angústia que fica desse lado da janela, quando não conseguimos conhecer o mundo que existe lá fora.
O nosso sagrado, constítuido em espaço cênico
A idéia de que o teatro existe, pode existir em qualquer lugar
Na forma simples e bela.
E a nossa pesquisa, amadurecida, viva
Presente em outros corpos.
Fico feliz em saber que, a Primavera se prorroga mesmo e continuamos florescendo.
E somos todos parte desse jardim.

Mayra
Torneado e sua fada madrinha.Há algum tempo eu tive um sonho.

Primeiramente, ele começava com a fada madrinha do Pinóquio. Ela simplesmente apareceu do nada e começou a falar: “A história que vou lhes contar veio dos tempos mais antigos e das terras mais distantes. A história que vou lhes contar se chama: Primavera.”
Aí começou.
Estávamos em cartaz com o Primavera no Pyndorama. Estávamos terminando... Era a última cena e as luzes já estavam se apagando. Enfim, apagou. Ela acendeu novamente e o William foi agradecer ao público e essas coisinhas. O público saiu e começamos a arrumar as coisas. E durante a desmontagem, o Fernando vira pra gente e fala: “Vamos assistir aquele Despertar da Primavera que está no Estúdio do Clã?” Todos concordamos, e assim que terminamos a desmontagem, corremos para o Clã. Chegando na bilheteria eles não nos deixam entrar. Diziam que o Torneado estava totalmente proibido de assistir esse Despertar. A gente achou estranho, né? Mas constatamos que devia ser de al…

A mulher se desmembra ao longo da sua vida.

Nascemos com a postura de um membro extravassado de seu conforto, de sua casa. Este membro que, logo após sua saída, da um berro de desconforto pela sua primeira parcela de oxigênio que invade os seus pequeninos membros e, logo depois, chora pelo conforto perdido, pela falta de um mundo que nunca mais verá: a partir de agora será apenas externo, não pode mais voltar.
Uma dor agonizante nos invade, e para amenizar esta dor, alguem nos pega no colo e canta uma canção de ninar. E aí, o toque é descoberto como toque, a lágrima é descoberta como o líquido aminótico, a mão é descoberta como mãozinha, e a mulher é descoberta como o externo da minha casinha. E então você pensa "eu fui feito aí", o meu sangue é o teu sangue e a minha pele é a tua pele. E você ve a sua origem, a sua raíz.
É uma relação de acordo, de relembrar o seu conforto perdido, o seu útero despedaçado agora se transforma em braços que te envolvem e te acolhem, são nove meses para uma vida sem garantia de tempo, e …
Imagem
Hoje voltei pra casa. Eu vi coisas muito bonitas, parece que quando estou com minha família, com a minha raiz, eu me recordo de fatos que estavam bloquados na minha memória. Me encontrei em situações que me fizeram recordar, me trouxeram lembranças de acontecimentos doces que eu queria dividir com vocês, pelo fato de que todas estas lembranças automaticamente colocaram o grupo na minha mente. São textos simples que eu acho que tem relação com nossa pesquisa. Eu acho que, eu descobri que para mim, o caminho mais fácil de chegar perto da minha infância e relembrar, tanto sensações como imagens e palavras é: quando eu estou com minha família... e quando eu estou com o torneado. O texto que o Bruno postou anterior a este, comentando sobre os diálogos com os seus primos, tambem me incentivou a postar estes textos.


"Eu queria ter o tamanho de não alcançar o tamanho de nada"
1 Quando eu era criança, a tia Bebel as vezes estava no Brasil. Ela morava na Inglaterra, e eu sabia que ela j…
Pequeno repertório de férias - Crianças

Estávamos o Léo, o Mateus e eu a caminhar pela praia quando o assunto virou 'profissão'.
Léo, com seus magnificos 13 anos (idade maravilhosa - de espinhas na cara) me perguntou qual seria minha profissão.
Eu, mais curtindo brincar com o Mateus, de 5 anos (idade maravilhosa - de areia na cara), respondi:
- Vai ser a mesma que a do Teus.
Então veio a pergunta:
- Teus, o que você quer ser quando crescer?
Ele, entretido pelas ondas, parou e pensou um segundo. Numa posição clássica dos desenhos animados.
Levantou os olhinhos, colocou a mão no queixo e após criar um pequeno momento de expectativa, disparou a resposta que ele já conhecia:
- Um príncipe!
Por um segundo eu estranhei e perguntei, quase que autômato:
- Mas o que você vai fazer pra ganhar dinheiro?
- Nada. Só vou ser um príncipe.


-

Alguns dias mais tarde eu estava aqui em casa com a minha irmã Adriana (5 anos) e alguns amiguinhos dela; A Larissa (Com uns 4 anos) e o Gustavo (com 6).
No meu tempo (…
Torneados na Tv!

Essa semana vai passar o programa que nós gravamos na Tv Cultura.

Programa Ao Ponto

Dia 5/1 - Tv Futura - 20:30
Dia 8/1 - Tv Cultura - 19:30

Um ótimo 2009 para todos!