segunda-feira, 30 de março de 2009

RE.U.NI.ÃO: s. f., ato ou efeito de reunir; sarau; agrupamento de pessoas para determinado fim; conciliação; ajuntamento de pessoas em casa particular ou qualquer clube para conferência, concerto musical, etc.

Renan Almeida.

domingo, 29 de março de 2009

Foi ou está sendo Doce?

Percalços, pode ser um bom nome para um espetáculo de rua que narre a história de um pequeno grupo de jovens atores e afins teatrais, que em sua também pequena sede matutam e calculam quais as possibilidades de irem até um outro lugar ao encontro de outros tantos pequenos.

INDICAÇÕES PARA A MONTAGEM:

-Os atores podem ter um figurino que se associa a bandidos, para mostrar a vida bandida que vivem!

-Como adereços pode-se usar agendas, calculadoras, bexigas de buffet infantil...

-Durante o espetáculo os atores juntos da platéia podem lambiscar batatas fritas, chipás, pães de queijo e miojo.

-O cenário pode ser livremente inspirado na arquitetura do bairro da Saúde, com alguns retoques de Pinheiros, sem se esqucer da santa infigênia e outros.

-Na parte musical tem que tem Oconocotoco, Os Primatas, Bia Barros e sua flauta e podemos passar as músicas do Celofane.

Dramaturgo toneásticos se apresentem e fiquem a postos. E lembrando que Teatro de Rua recebe ajuda de custo porém não sobe de elevador!

A princípio é isso.


Divagações de Fernando Melo

quarta-feira, 18 de março de 2009

SOBRE O PEQUENO TEATRO DE TORNEADO NO FRINGE

Participar de um evento como a mostra “Fringe”, para nosso grupo, significa mais do que uma vitrine de exposição ou de um jogo com o risco. Significa propor o encontro com o outro, o encontro com o corpo/pensamento do outro. Buscamos uma extensão/alteração no nosso percurso/pesquisa. Sabemos que não somos uma voz dissonante; e o que acreditamos é que essa idéia de franja/margem não seja um limite de acertos, e que essa franja/margem possa ser encarada sinceramente como um espaço para a experimentação/espetáculo.

Encararemos público, crítica e classe artística com a mesma serenidade; a leveza do outro, do outro que assim como nós procura uma solução para esse tempo de um homem partido. Para preencher essa “Falta Que Nos Move”. Não queremos um teatro de inimigos, um teatro de pódio e sim um teatro de contribuições coletivas que é da responsabilidade social de todos que o fazem: desde artistas, organizadores, críticos/pensadores, imprensa e público. Um teatro que, na sua forma de ensaio permanente, dê a sua contribuição para a reflexão de seu tempo. E será com dois espetáculos/processos que o Pequeno Teatro de Torneado irá propor esse encontro: em Refugo, a primeira experimentação do coletivo com um texto pronto; em Dias de Campo Belo, um apontamento em processo da pesquisa intitulada “A Dramaturgia dos Moleques”, iniciada em Primavera, primeiro resultado coletivo do grupo.

O grupo não tem a pretensão de ser uma promessa do “Teatro do Amanhã”. Nesse coletivo pulsa uma urgência de um teatro com base numa educação informal. É o que temos para hoje, a realidade de um coletivo de artistas-criadores de 13 a 25 anos. Englobando nisso todas as possibilidades e limites que esse coletivo permite. O Pequeno Teatro de Torneado é um lugar que por hora/outros se propõe a trabalhar o jovem buscando/querendo um tratamento tão crítico/sincero quanto o de qualquer artista/adulto. Assim como na vida as relações não se consolidam apenas com pessoas da mesma idade, no teatro não haveria de ser diferente. E por isso um rótulo de “Teatro Jovem” pode sim ser um limite. Um limite para uma futura possibilidade de daqui a oitenta anos/minutos podermos contar com um outro coletivo que, além de agregar essa experiência da “Dramaturgia dos Moleques”, possa agregar uma experiência humana que busque ser mais completa/necessária. Por fim, preencheremos essa lacuna por pouco tempo/tempo urge sobre nós.

Pequeno Teatro de Torneado/William Costa Lima
www.torneado.blogspot.com teatrodetorneado@gmail.com

Serviço:

Refugo
Datas: 19/03 - 00:00, 20/03 - 18:00, 21/03 - 21:00, 22/03 - 18:00
Preços: R$ 20,00 e R$ 10,00
Local: Teatro Lala Schneider - Rua Treze de Maio, 629 - Largo da Ordem

Dias de Campo Belo
Datas: 19/03 - 21:00, 23/03 - 00:00, 24/03 - 21:00, 25/03 - 00:00
Preços: R$ 20,00 e R$ 10,00
Local: Teatro Edson D' Avila - Rua Treze de Maio, 629 - Largo Da Ordem

quarta-feira, 11 de março de 2009


Fim de semana teatral!


Queridos,
Nesse próximo fim de semana, dias 14 e 15 de março, o Pequeno Teatro de Torneado fará duas únicas apresentações dos seus trabalhos mais recentes, para arrecadar fundos para a participação do grupo na mostra Fringe, do Festival de Teatro de Curitiba 2009. Serão apresentados os espetáculos “Refugo” (sábado, 18h, no Teatro Commune) e “Dias de Campo Belo” (domingo, 19h, na Vila Maria Zélia).

REFUGO

texto: Abi Morgan - direção: William Costa Lima

Em seu aniversário de onze anos, Kojo vê sua família ser assassinada por guerrilheiros em meio à guerra civil instaurada em seu país. Aos catorze, é mandado por um tio ao Reino Unido, onde recebe tratamento em um abrigo para crianças refugiadas. Refugo é uma história sobre a infância perdida e um assassinato cometido no Reino Unido por uma criança africana.

Dia 14 de Março, sábado, às 18hNo Teatro Commune - Rua da Consolação, 1218 - Tel: (11) 3476-0792
Ingressos: R$ 20,00(inteira) R$ 10,00(meia)Reservas: (11) 8634-2385

DIAS DE CAMPO BELO

texto e direção: William Costa Lima

Dias de Campo Belo é uma jornada interior, um road movie das memórias e dos sonhos de personagens masculinos que, por alguns instantes, tentam modificar o curso de sua existência, colocar em relevo tudo o que passou desapercebido. Firmam pactos e, a cada vez que eles parecem se diluir, sentem a necessidade de voltar às suas raízes, sem perceber a força social e histórica que age sobre essas rupturas e pequenas ditaduras cotidianas.

Quando: 15/03, domingo, às 19hVila Maria Zélia - Rua dos Prazeres, 362, esquina com a rua Cachoeira - Belenzinho - Zona Leste Quanto: Pague o quanto puderDuração: 50 min
Informações: (11) 8634-2385


terça-feira, 10 de março de 2009

Para aquecer

Canta! Gira! Dança!
Meu cavalo quer voar!
Abre a escuta e a roda
A gente vai aligizá!

Se eu estou disperso
Agora é hora de aterrar
Que tudo seja doce!
Pra gente poder lambiscar

Bruno Lourenço

sexta-feira, 6 de março de 2009

Das últimas sensações...

Estou procurando a minha existência. Já perdi as contas de quantas vezes já respondi a pergunta: "por que estou aqui?" nas entrevistas dos cursos/núcleos que eu quero fazer. Eu tenho dificuldade para organizar meu fluxo de idéias quando estou falando em público e nesses momentos essas características ficam ainda mais gritantes quando vejo tantas outras pessoas com as mesmas necessidades, fome de arte, assim como eu. O problema nem são as entrevistas em si, mas sim a quantidade de pessoas que estão no mesmo lugar que eu, mesmo que não seja com os mesmos objetivos. O teatro é um mundo pequeno que nos possibilita o encontro, e esse encontro se torna corriqueiro quando buscamos uma arte bacana. Me deixa muito feliz saber que artistas na qual eu admiro o trabalho tem seu trabalho admirado por tantas outras pessoas. Mas fico muito chateada perceber que a demanda de cultura no país é pequena. Estou em São Paulo, que é o maior pico cultural do Brasil, e quando vou fazer entrevista tem gente do país inteiro querendo uma chance também. E não temos vagas para todo mundo, infelizmente. O dinheiro investido em cultura não consegue cobrir os artistas de São Paulo, muito menos os que vem de fora. Mas que bom que esses artistas de fora estão aqui também. O teatro faz o encontro. E mesmo com essa falta de espaço, essa falta de investimento, nós conseguimos nos agregar. Nós vamos fazer desse encontro, um encontro feliz. Muito feliz.

Mayra

quarta-feira, 4 de março de 2009

Eu me comporto em relação ao outro.
Não apenas eu, mas todos nós nos comportamos em relação a isto. Os meus sentidos, os meus movimentos, os meus sentimentos, os meus pensamentos, são influenciados por todos Até mesmo a minha própria curiosidade e a minha consciência, que gerou minhas opiniões, nasceram comigo e mesmo assim foram instigadas por outros seres.
Eu me permito esta invasão desde a minha existência, não é uma questão de escolha, de opção. Vivo então atraída, puxada pelos meus semelhantes. Meus extintos, medos e aflições me levam na busca do outro, na complementação, tanto carnal como mental.
Sou guiada e levada por uma força desconhecida.

Estou em um universo desconhecido.

Convivo com universos desconhecidos.

Eu sou um universo desconhecido.
Vivemos em ciclos, os acontecimentos nestes universos ocorrem em um movimento de circunferência vital, de um fluxo preciso e impreciso. O macro se transforma em micro e o micro pode ser tanto o meu quanto o seu macro.
E então, eu me encontro perguntando, quem conseguiu definir o que é o grande e o que é o pequeno, o que está vivo e o que está morto, a diferenciação dos sentimentos, uma rosa de uma mulher apaixonada, um carnaval de um aniversário, um entrelaçar de dedos de um tiro na cabeça, um eu te amo de um tapa na cara.
Eu queria poder, só por um momento, ouvir as sílabas, a pronúncia, de um toque de dois amantes. E ver esse amor ser transmitido pelos planetas que nos circulam, pelas células que nos pertencem, pois os ciclos dos amantes serão constantes, eternamente constantes, assim como todos os outros ciclos naquilo que denominamos de universo desconhecido.

Um chamego, Beatriz Barros

terça-feira, 3 de março de 2009

Mitomania

A mitomania é a tendência mórbida para a mentira. Normalmente, as mentiras dos mitomaníacos estão relacionadas a assuntos específicos. Uma menina cujo pai é violento, por exemplo, pode começar a inventar para as colegas como sua relação com o pai é boa e divertida, contando sobre passeios e conversas que nunca existiram. Justamente pelos mitômanos não possuírem consciência plena de suas palavras, os mesmos acabam por iludir os outros em histórias de fins únicos e prácticos, com o intuito de suprirem aquilo de que falta em suas vidas. É considerada uma doença grave, necessitando o portador dela de grande atenção por parte dos amigos e familiares.

Sobre a doença
Dizer a verdade é um sofrimento para quem tem mitomania, doença definida como uma forma de desequilíbrio psíquico caracterizado essencialmente por declarações mentirosas, vistas pelos que sofrem do mal como realidade.
Desse ponto de vista, podemos dizer que o discurso do mitômano é muito diferente daquele do mentiroso ou do fraudador, que tem finalidades práticas. Para estes, o objetivo não é a mentira, sendo esta apenas um meio para outros fins. Contam histórias ao mesmo tempo que acreditam nelas. É também uma forma de consolo.
Esse distúrbio tem sua origem na supervalorização de suas crenças em função da angústia subjacente. Muitas vezes as mesmas se apresentam unidas à angústia profunda, depressão e pós depressão.
De um lado, o mitômano sempre sabe no fundo que o que ele diz não é totalmente verdadeiro. Mas ele também sabe que isso deve ser verdadeiro para que lhe garanta um equilíbrio interior suficiente. Em determinado momento, o sujeito prefere acreditar em sua realidade mais que na realidade objetiva exterior. Ele tem necessidade de contar essa história para se sentir tranqüilizado e de acordo consigo mesmo.
A mitomania não pode ser considerada como uma mentira compulsiva, e sim uma uma doença que se não tratada pode causar transtornos sérios à pessoa que possui. Em geral, essa manifestação deve-se à profunda necessidade de apreço ou atenção.
A maioria dos casos de mitomanía ao serem expostos, tornam-se vergonhosos. Todavia, os mitômanos que buscam ajuda por vontade própria, pedindo a seus familiares e principalmente aos seus amigos, são considerados extremamente raros, pois eles vêem que estão sofrendo de um mal e desejam acima de tudo curar-se. O papel dos companheiros se torna extremamente importante na vida do indivíduo que sofre da doença, já que eles que irão indicar os pontos e erros.
Grande parte dos casos de mitomania levam ao suicídio, principalmente se associados a depressão e pós depressão. O indivíduo ao não obter o apoio necessário e ser excluído daquele grupo que freqüentava ou participava acaba por vivenciar uma situação sem saída, isto é, o mesmo acaba por ser excluído de seus gostos e vê-se sem aquilo que ama e deseja. Casos comuns demonstram que mitomaníacos envergonhados de si, pelo porte de sua doença, infligem-se o óbito quando abandonados por amante, que não compreendem a sua doença e o abandonam, não acreditando na possibilidade de uma cura ou não reestabelecendo os laços afetivos de antes.
Aconselha-se aqueles que rodeiam o mitômano, principalmente se o mesmo obteve uma conversa clara expondo a sua vontade de melhora, a não largarem-no, podendo tal atitude acarretar desejos inconstantes, profunda melancolia, depressão e desejo de suicídio da parte do mitomaníaco. Inicialmente o mesmo apresentará sintomas de solidão e grande desejo de estar acompanhado daqueles que ama. Contudo, ao ver que isso não é possível, acaba optando pelo desejo de morte.

Motivação
Não se sabe ao certo os motivos pelos quais a mitomanía se manifesta no indivíduo. Primeiro, porque acarreta milhares de fatores sócio-psicológicos da pessoa afetada, e segundo, porque enfatiza uma situação social podendo, então, mostrar-se eventual dependendo das circuntâncias presentes na época em que o indivíduo está vivendo. Na maioria das vezes é por desejo de aceitação daqueles que o rodeiam .

Cura
A cura do indivíduo reside muitas vezes na implementação de um quadro de cuidados que associa o tratamento em meio psiquiátrico do problema subjacente a um acompanhamento psicoterápico. Tal acompanhamento torna-se a parte mais importante, sendo realizado pelas pessoas que rodeiam o mitômano e que o mesmo requisitou para ajudá-lo. É importante nunca negar ao mesmo tal acompanhamento, sendo este a chave para a cura, até mais importante que um tratamento psiquiátrico.

-

O que temos a dizer sobre isso?
Vamos pensar um pouco sobre isso.

Esse texto foi retirado de: http://pt.wikipedia.org/wiki/Mitomania

Bruno Lourenço