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Mostrando postagens de Maio, 2009
"Bru! Vou dar uma palestra na ETEC de Itaquera. Quer ir comigo pra falar alguma coisa?"

Foi assim que começou.
Fiquei feliz ao saber que o Will ia lá na ETEC de Itaquera (um Paula Souza que abriu há pouco mais de um ano), e que ficava pertíssimo ao local aonde eu morava (e onde ainda mora minha família). Combinamos de nos encontrar, eu e o William, para que pudéssemos elaborar uma fala para mim. Algum discurso, comentário... Enfim, algo que falasse para os alunos algo sobre como um jovem da periferia precisa se deslocar e se multiplicar para poder lidar com arte.
Não conseguimos nos encontrar e acabamos por achar que eu não ia ao encontro. Mas esbocei um texto, e fomos à ETEC.

Eu, William e a Éride.

Acordei 5:30 (devia ter dormido por lá)
Cheguei às 7:00 na casa do Will
Saímos às 8:00
Chegamos às 9:45 na ETEC

Os alunos iam apresentar 2 exercícios. Um de cada 2º ano.
O primeiro seria uma releitura de 'Romeu e Julieta' (Juleu e Rulieta)
O segundo, um exercício que usava os mesmo …
A prova está nos dentes

O ser humano não atingiu o grau mais elevado da escala evolutiva. Notamos isso pelos dentes. Todas as partes do corpo humano são capazes de se regenerar quando danificadas - até os ossos, quando quebram, são naturalmente revestidos de cartilagem - menos os dentes.
O dente não se manifesta ao primeiro sinal de algo errado. Ele espera a coisa atingir um grau elevado de dano, para depois doer. E o homem, precavido, aprendeu a escovar os dentes.
A escovação dos dentes é a prova irrefutável de que o homem aceitou seus defeitos e acostumou-se com eles.
Quantas pessoas não escovam os dentes?
A escovação tornou-se uma extensão do nosso corpo, assim como a lâmina. Pois é necessário ter a boca limpa e o corpo nú, o que deveria ser um trabalho do próprio organismo.
Dentes e pelos. São eles que delimitam a passagem do tempo e do quão acostumados com a evolulção estamos.

O nascimento dos dentes, o fio de barba, o dente do siso, o fio de cabelo branco, a troca da mordida, a queda d…
Dos cumplices...

Certo dia perdida pelos rumos que a vida tomou por mim, encontrei um brilho no meio do percurso. Só não consegui discernir se tava longe, ou perto... se tava forte ou fraca aquela luzinha que acreditei ser a que me acompanharia no tal percurso, afinal não surgiria assim, a toa. Nessas de acreditar fielmente nas supostas surpresas do destino me vi enfeitiçada e levada sem saber como poderia ter sido capaz de ser influenciada pelo objeto não identificado!

Advogados, fórum...
Olho no olho... choro (sei que num vou agüentar!)
Memória: Carrego bem pesado
Bebedisses, chamegos, afetos
Cama, lençol, desfeitura de um leito
Casa, minha, sua, nossa
Quebra a maçaneta, torce a chave
Chaveiro cai no chão, como um copo de vidro que se despedaça
Se espalha e desfaz a mascara, a relação frágil.

Mesmo acreditando no destino, na sorte de dar tudo, ou errado novamente, ou certo definitivamente, sei que ainda é capaz ser cúmplice e ter cúmplices.
Torneasticamente, cada vez mais con…
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73 bolos.
73 presentes.
73 dias de espera.

Feliz aniversario. Obrigada, hoje não tem mais velinha, só velhinha. Deixa só o tempo passar pra gente sentir o cheiro no quarto. É que eu to com sono, to indo dormir 19h30. Outro dia fui pegar um ônibus, peguei o ônibus errado, entrei numa transe, parecia música, imagens apareciam, era uma dança, de macro onde minhas micropercepçoes confundiam meu estado formatado pelo tempo que vivi, já não sabia o que eu fazia lá, como tinha chegado lá, mas o importante era preencher o vazio, e lá fiquei, indo pra qualquer lugar que não fosse minha casa, um desconhecido, mas sabendo que na volta já não seria mais, em questões de segundos eu repetiria o novo, como em todos esses 73 anos. Posso contar com os 49 de uma e os 17 de outra? É tanta vida, tanta coisa nova se repetindo. Mas eu não conto pra ninguém, já vou dormir as 19h30, as outras ainda não. Fui cansada, cansaram de mim. Aprendi a preencher um vazio esperando até a próxima visita ou festa de família…
Hoje eu quero pisar
No chao
E desabar

Lavar o meu quintal
E o meu terreno
Para eu sambar

Até que o meu sapato quebre
Até que a minha perna sangre
E o meu sangue me carregue
E a minha dor, se entregar.


Beatriz Barros
Eu sei que ultimamente, a única coisa que passa pela minha cabeça é a frase "minha cabeça ta pesada".
É engraçado, a gente acha que não vai dá conta de nada.
Porque mostraram pra gente, que se nós escolhermos esse caminho que nós estamos seguindo, nós automaticamente não vamos dar conta de nada.
A vida inteira, as pessoas nos mostraram o lugar onde elas estão.

Eu aprendi a me ver em um futuro, e não ver o meu presente indo para o futuro. Eu aprendi que eu estudo porque eu tenho um vestibular, aprendi que eu estudo porque eu tenho que educar meus filhos, tem que dar comida para eles, eu preciso de dinheiro para ir ao cinema, minha mãe não vai me dar dinheiro, eu preciso respirar com uma freqüência não muito acelerada e para isso, eu preciso chegar lá.
Só que, ultimamente, é muito doloroso chegar lá, as pessoas colocam o chegar lá de uma forma que machuca. A minha cabeça machuca o meu pescoço, que cai com uma dor em cima da minha coluna e os meus braços e as minhas pernas ficam par…
"É assim que isso funciona: você espia seu interior através de uma fresta, aí você consegue as coisas que gosta e tenta amar as coisas que consegue. E então você pega todo o amor que você fez e crava em alguém, no coração de outro alguém, bombeando o sangue de outra pessoa. E andando de braços dados você espera que isso não o machuque com o tempo, mas mesmo se isso acontecer..
Você simplesmente vai fazer tudo de novo."

Regina Spektor - on the radio

Um beijo, Beatriz Barros.
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Torneado e as novas experiências...
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