Dos cumplices...

Certo dia perdida pelos rumos que a vida tomou por mim, encontrei um brilho no meio do percurso. Só não consegui discernir se tava longe, ou perto... se tava forte ou fraca aquela luzinha que acreditei ser a que me acompanharia no tal percurso, afinal não surgiria assim, a toa. Nessas de acreditar fielmente nas supostas surpresas do destino me vi enfeitiçada e levada sem saber como poderia ter sido capaz de ser influenciada pelo objeto não identificado!

Advogados, fórum...
Olho no olho... choro (sei que num vou agüentar!)
Memória: Carrego bem pesado
Bebedisses, chamegos, afetos
Cama, lençol, desfeitura de um leito
Casa, minha, sua, nossa
Quebra a maçaneta, torce a chave
Chaveiro cai no chão, como um copo de vidro que se despedaça
Se espalha e desfaz a mascara, a relação frágil.

Mesmo acreditando no destino, na sorte de dar tudo, ou errado novamente, ou certo definitivamente, sei que ainda é capaz ser cúmplice e ter cúmplices.
Torneasticamente, cada vez mais consigo ser acolchoada pelos torneasticos, que me cansam de provar que há muito do fundamental na relação vivida na vida e na cena.
Tomo, embora que por experiencia nada agradavel e de maneira completamente tragica, um partido: 'Não sejamos Objetos não Identificados!'

Faremos pactos de sangue, de folhas, de velas, de areia, de cumplicidade, pra que esse nosso sagrado não se despedace por banalidades ou desatenção. Indiferente das diferenças, distancias, sem deixar de colocar no nosso altar esse respeito, que é poder estar junto.

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