terça-feira, 16 de junho de 2009

Eu nunca mais escrevi aqui. Eu passei um tempo dentro de um buraco tentando me apoiar em alguma coisa para sair.Agora penso que talvez seja mais fácil afofar minha grande bunda em todo esse caos e criar em cima dele.Até esse caos ir subindo, subindo, subindo e eu receber essa luz que vem do mundo exterior.Vocês vão desculpar todas essas minhas linhas tortas, porque hoje vou escrever.É uma época de escolhas. Todos vamos passar por isso.Hoje em dia uma das poucas coisas que eu tenho na vida é esse tal Pequeno Teatro de Torneado.E caralho, fazer teatro não é só isso, não é mais só isso depois que eu entrei pro grupo.Depois que firmamos um pacto. Hoje eu digo que faço teatro, porque o teatro como nós, torneadinhos, costumamos dizer, teatro é a reflexão do ser humano.Teatro me traz a reflexão sobre um mundo periférico que poderia passar despercebido por mim se eu não tivesse esse espaço para tais reflexões.
Soube que acabou a luz de um quarteirão todo e um teatro não apresentou suas peças.Sem energia elétrica, não há refletores penso eu. E talvez sem refletores não haja peça ou sei lá o quê.
Fiquei pensando o que eu iria fazer da vida se acabasse a luz? não haveria teatro em lugar nenhum?
Aí me apoiei nas tais reflexões. Nós iríamos continuar refletindo o ser humano. Descobriríamos outras fontes de iluminação.Estaríamos em outro tempo. Refletindo também.
E o teatro....vixe, esse aí tá muito além né.
Pensei que enquanto existir dois seres humanos o teatro existe.
Só precisamos de algo que reverbere no outro.
Temos esse algo. Dentro de nós mesmos.


Mayra

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