sábado, 18 de julho de 2009

Sobre a oficina do Pequeno Teatro de Torneado.

Estou há algum tempo para escrever sobre o que foi essa experiência no grupo.Pois bem. Estou no Torneado há três anos. E uma das coisas que lembro de ter planejado mais com o grupo era a ocupação de uma escola pública.Não é de hoje que temos o objetivo de ocupar um lugar e fazer desse lugar um espaço para a formação de público.Um espaço para que as pessoas conheçam o nosso trabalho e acima de tudo, se interessem por movimentos artísticos.Um espaço que sirva de ponte, onde o teatro finalmente, está ao alcance de todos.A ocupação no colégio Alves Cruz, no bairro do Sumaré, apareceu num momento em que estavámos saindo de várias crises.E ao adentrar aquele lugar, uma energia nova pareceu se incorporar ao grupo, uma energia que nos ajudou a continuar caminhando, com mais força.
Junto com a ocupação do grupo (Passamos a ensaiar na escola) veio a oficina. A príncipio era uma oficina apenas para os alunos da escola.Alunos estes que, já haviam iniciado um movimento teatral por lá.Sempre falamos de como o nosso grupo acolhe as pessoas. E dessa vez, eu me senti acolhida.E depois essas pessoas dessa escola, acolheram também outras pessoas que nós levamos para fazer a oficina.Eu queria falar do encontro. De pessoas tão diferentes. O torneado é um grupo onde todos são diferentes. Cada um veio de um lugar com uma essência.Sinto que naquela escola também é assim. E no último encontro antes das férias, estavámos em mais de dez pessoas. Todos com o mesmo objetivo, o teatro.
Eu queria dizer que foi fantástico esse tempo em que estivemos juntos. Muito do aprendizado do Torneado veio a partir da troca.E hoje eu vejo essa troca reverberando em outras trocas. E nada me deixa mais feliz.Saber que mesmo que demore, algumas portas se abrem para nós. Saber que nós abrimos a porta para o caos e conseguimos fazer dele, arte.Saber que tem pessoas incríveis ao nosso redor.E a essas pessoas eu só quero dizer, muito obrigada.
Que seja doce.

Mayra

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