quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Hoje foi um dia muito triste.

No final do ano passado, eu estava em uma cantina italiana com o pessoal do núcleo de direção.
Havia um moço bonito ao meu lado mas eu o conhecia só por nome. Ele era professor de matemática e ator. Lembro dele fazendo um paralelo sobre o teatro e triângulos. Agora não lembro a relação entre os dois, mas naquele dia eu achei aquilo tão genial, que passei um tempo relacionando tudo que tinha a minha volta com triângulos.
Hoje eu fiquei sabendo que ele foi embora. O teatro perdeu alguém muito especial.
Mesmo sem o conhecer tão bem, eu me senti triste. Creio que todos que ficaram aqui se sentiram tristes. E hoje deve ser um dia de festa lá no céu, com a chegada de alguém tão especial para brilhar lá em cima.

Mayra

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Pensei que o Diabo fosse cair em cima de mim,
mas era só uma folha de árvore.

Bruno

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

A história de dois narizes

Acalma teu coração, chorar não faz mal não, chora toda dor e insegurança, toda saudades que sem sentir te faz ter medo de não voltar. E se acha que teu abrigo voo, abre os olhos pequena, ele está a uma ligaçao de distancia.
Somos fortes, somos um, nos descobrindo em meio a narizes entupidos e poças de lágrimas.
Tudo vai ficar bem, voa e voa pra dançar, dança, dança pra voltar.
Se sina de mulher já é esperar, estarei de braços abertos, e o convite eu deixo, volte que nós também vamos bailar.
E que nosso bailado seja eterno para que se um dia se desmembrar seja pra representar o solo do que nunca foi sozinho mais sozinho sempre estará.
As pessoas e os lugares nunca são os mesmo, mas nós somos pois tudo depende de um ponto de vista, e o bom é que nosso ponto de vista a gente que escolhe.

Voe, cure, dance, chore, gire, brilhe, entope, ligue, voe, pouse, abrace, chore!

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Mulheres Mangas

E o coração saiu pela boca. Esperei, esperei, esperei... pra isso. Ver parte de mim dividir-se, ver o fruto cair da árvore maduro, pronto para apodrecer.
E as leis da natureza fizeram com que minhas mãos ternas de amor colhesse o fruto que caiu de minha árvore, como roubar manga com os moleques no quintal, como se já tivesse passado por aquilo antes, só que agora de uma maneira inversa.
Minha avó compra manga só pra deixar o cheiro na cozinha.
Talvez minhas mãos estivessem ternas de amor próprio que apodreceriam lentamente o fruto que se soltou de mim, amor demais, amor cego, amor doido, amor de árvore, amor de mãe.
Se precisar, corra de minhas mãos e faça-se alimento para quem precisa do amor que quase te apodreceu.
Ou espere virar lixo pra ter a chance de renascer, mesmo que sem querer.

por Rafaela Rocha