terça-feira, 29 de setembro de 2009

O meu amor morreu em um texto sem título.

Não tive tempo de cultivar os meus sonhos, por que eles foram - rapido demais - se tornando em realidade. Minhas metas se tornaram possíveis, minhas vontades se tornaram costumes e eu comecei a criar situações imaginárias, metafóricas... para poder sobreviver. Meus amores só podem ser chamados de amores quando são impossíveis. Caso contrário, são mágoas alheias que acumulo no meu peito e me torno, cada vez mais, uma pedra ambulante.
As vezes me questiono sobre a minha incapacidade de me apaixonar, e cada vez descubro mais que sou uma pessoa que se apaixona loucamente de forma errada, e que isso me machuca ao ponto de eu conseguir machucar o outro para apartar a minha chaga.

Esses dias, pensei que houvesse me apaixonado novamente. Esses tipos de amores impossíveis que quando se tornam reais não podem perder o gosto da impossibilidade. Mas tudo se esvai no momento em que essa 'complexidade' é domada. E tudo parece plástico, sintético.
Vai-se embora o meu amor! E me deixa, mais uma vez, com um coração de pedra. Porque só assim, eu aprendo o que é sofrer para não temer a morte. Mas, talvez, eu caminhe cada vez mais para uma morte solitária. Talvez eu morra sorrindo, mas temeroso demais para deixar alguém me segurar e me beijar antes de morrer.

Vai-se embora meu amor sem ao menos eu tê-lo vivido! Sem ao menos eu escrever sobre o inicio desse sentimento, mesmo havendo um texto sobre seu fim.

Bruno Lourenço

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