Torneado e essa história de uma Dramaturgia Autoral.

Quem acompanha nossa trajetória deve perceber que uma das questões que procuramos nos aprofundar é a da dramaturgia.

Eu particulamente, posso retratar o quanto tem sido importante o exercício de ter um coletivo disposto a tentar entender as minhas idéias através da busca de uma dramaturgia autoral.

Paralelo a isso, também nos preocupa a busca individual de cada um por essa dramaturgia autoral. “Responsabilizando” não na palavra “dramaturgia” e sim na palavra “autoral”, o lugar em que iremos expor o nosso caos. O sufixo “dramaturgia” acaba sendo só uma ferramenta de organização do espaço para autoria/caos. E assim, sempre que ensaiamos uma obra, por mais que seja um texto que estamos repetindo há três anos, não ensaiamos para saber executar a dramaturgia e sim para preencher de caos o espaço da autoria. E foi o que senti no final do último ensaio do “Primavera”, um caos vivo e leve (porque assim também pode ser).

Já não ensaiavamos mais para saber a obra e sim para a organizar a catástrofe. E esse é o lugar onde percebo que o meu jeito de escrever tem mudado. Na dramaturgia do Torneado, damos espaço para que a leitura das obras sejam através de zonas territorias. Espaços onde atores e público são testemunhas dessas implosões e o primordial; “Sempre ao VIVO”.

Tenho uma impressão muito pessoal mesmo… De que para o grupo avançar em sua pesquisa, é preciso que o coletivo me ajude a esgotar as possibilidades das obras que escrevi antes da formação do grupo, e isso será o tempo dos integrantes amadurecerem ainda mais. Algumas dessas obras já foram montadas pelo grupo ou estão sendo inclusas no material de pesquisa. Claro que paralelo a isso não pararemos de produzir nossa dramaturgia coletiva.

Conheça um pouco das peças que escrevi antes do grupo e que de uma certa maneira o coletivo tem me ajudado a exorcizá-las… E que venha o novo!

(Para que esse Post não fique sobrecarregado farei um post para cada texto).


William Costa Lima

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