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Mostrando postagens de 2010

Dobradinha no Teatro Lavanderia neste sábado!

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Sabe quando um dia representa um momento especial para um grupo de pessoas? Sabe quando temos vontade de juntar pessoas queridas na sala de nossa casa e mostrar um antigo álbum de fotografias? Sabe quando um rosto novo traz aquela sensação de que alguma coisa vai acontecer?
Neste sábado nós d’O Pequeno Teatro de Torneado, depois de um ano de trabalho em nossa sede, viagem por Piracicaba, Pirassununga, Bauru e Belo Horizonte, iremos encerrar nossas atividades de 2010. Para isso, gostaríamos de convidar a todos para o nosso último evento do ano. Todas as pessoas que estiveram presentes conosco neste 2010 e todos que não estiveram: esta é uma grande oportunidade de reunirmos os amigos queridos e nos despedirmos deste ano de trabalho!
Serão apresentadas com preço promocional, as duas peças com a qual ficamos em cartaz este ano em nossa sede: “Menina de Louça” e “Dias de Campo Belo”.
Menina de Louça Apresentada pela primeira vez em 2006, a peça foi escrita a partir de uma lenda urbana conhecida …
Não conheço o Torneado. Conheço algumas pessoas, talvez o núcleo fixo, mas não conheço o Torneado. O que é conhecer, afinal? É passar algum tempo junto? É presenciar brigas? É ajudar na arrumação e dividir o café depois? Não, acho que não. Conhecer leva tempo. Não posso dizer que conheço o Torneado. Mas posso falar do que vi. Eu vi uma família de pessoas diferentes que brigam e fazem as pazes porque se gostam. Vi um grupo que luta pra se manter íntegro. Vi artistas trabalhando em conjunto e compartilhando suas visões. O pouco que vi do Torneado me deixou impressionado. Impressionado porque minha opinião sobre o teatro nunca foi das melhores, porque as pessoas que conheci que trabalhavam com ou “faziam” teatro eram superficiais e afetadas, porque essas pessoas, esse pequeno grupo, dá o sangue pelo que acredita e, cobertos de suor, sorriem e brincam e se divertem, sem falar pomposamente de “sua arte” e olhar de cima para os mortais em volta. Não entendo de teatro. Confesso abertamente. Não s…

"O Veneno do Teatro" ou "Tecnicamente na contra-mão".

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Primeiro aniversário coletivo dos meus amiguinhos; ajudei a organizar. Foto em frente a minha lavanderia.
São 3h e 5 min do dia 24 de novembro de 2010 e mais uma vez eu não consigo dormir. Não são noites de insônia e muito menos de um surto quantitativo no ósseo criativo de um artista-criador. É só minha cabeça que não consegue desligar-se de pequenos detalhes. Por ela transitam imagens de paredes que precisam ser pintadas (pois vândalos a picharam no mês passado. Mas, vamos fazer um belo Grafitte, assim, evitando futuras pichações).
Vez ou outra também me vem a imagem de uma “placa-definitiva”, (não consigo definir o seu tamanho e o seu lugar ideal. Pois isso, também poderá gerar um problema com a fiscalização da prefeitura).
Por vezes, ainda sinto o choque de uma “mesa de luz de bunda quente”(expressão técnica utilizada para mesa de luz simples, dessas que ligam direto na tomada). Mesa essa, que aos poucos vai perdendo os seus canais de saída de luz, restam 6 de 12.
Também tem aquela…

Em cartaz: Dias de Campo Belo

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Sabe quando um dia representa um momento especial para uma grupo de pessoas? Sabe quando um rosto novo trás aquela sensação de que alguma coisa vai acontecer? Pois é, depois de duas temporadas em 2009 e viagens pelo Circuito TUSP pelas cidades de Pirassununga, Piracicaba e Bauru, em 2010, o Pequeno Teatro de Torneado, apresenta a peça “Dias de Campo Belo” em sua sede Teatro Lavanderia. Contamos com a sua presença! "Dias de Campo Belo"
Dias de Campo Belo conta a história de uma jornada interior, um passeio pelas memórias e sonhos de personagens masculinos que, por al¬guns instantes, tentam modificar o curso de sua existência e colocar em relevo tudo o que passou despercebido. Amigos, irmãos, primos, pais e avós que, em seus tantos encontros ao longo da vida, tentam voltar às suas raízes e reafirmar pactos, sem perceber a força social e histórica que age sobre as rupturas e pequenas ditaduras cotidianas.

Hanshen, parte um de mim.

No teatro também aprendi que o fim existe. O fim de um ciclo. Qual ciclo? Não sei. O nosso, o só meu, o só seu, um ciclo e existem tantos ciclos, sabe.
Um dia ele chegou, aquele cara que dividia a marmita, a cerveja, iluminava palcos e a minha vida, tocava a música e me fazia sorrir, com tudo de louco e insano.
Aquele cara que várias vezes, eu dividi a cena e construí uma nova.
Um dia ele disse que precisava ir embora. E dissemos que ele podia voltar e era verdade.
No começo foi estranho. Era a primeira vez, sabe a primeira vez de alguma coisa? Não dava pra imaginar a vida com aquele buraco.
Ele estava em todos os lugares, em todas as esquinas, em cada doce, em cada texto e em cada marcação.
Mas era necessário algo novo. E por necessidade, não tivemos medo. Abrimos o nosso coração e a nossa casinha e dissemos - Vem, pode entrar, você é novo e você é bem vindo.
E ele entrou.
E ás vezes lembramos desse dia. Começou como quem não queria nada. Eu liguei e disse:

- Oi...sabe o que é? Hoje é sábado.…

Puxa, bate o bumbo e aquece eles pra mim.

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Faz um tempo que o William dá aula na ETEC Itaquera. Coisa de 5 meses. Depois de uma conversa ótima que tivemos com eles no ano passado, dessa vez voltamos lá com o compromisso de um espetáculo que há muito tempo ensaiamos para montar: o “Peter em Fúria”.


Os alunos se comprometem com a temática, com a possibilidade de narrar uma história tão ampla, tão coletiva, com uma simplicidade que eu muito demorei a ver em pessoas que há tempos dedicam suas vidas ao teatro. E para mim, que sempre morei em Itaquera e sempre precisei sair de lá para fazer arte, tudo me parece uma estrutura conhecida dentro de uma realidade nova.

Fico surpreso ao perceber que aquelas pessoas, que moram tão ao lado da casa do meu avô, sempre estavam perto de mim e eu nunca abri os olhos para encontrá-los. Onde estávamos todos nós? Hoje não sei se eles eram perdidos ou se eu que buscava meu lugar num espaço que não era meu.

Além de tudo, tento dar um apoio na criação e direção musical. Não vou negar a falta de habili…

DÉJÀ VU

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Praticamente desde os primeiros passos do torneado eu acompanhei. Não estive sempre presente, fui muitas vezes ausente, mas sempre que havia um trabalho a ser exposto aos expectadores e era possível eu estar lá, ia admirar o trabalho dos jovens talentosos e do velho (velho de antigo e não na idade, esclarecendo para evitar possíveis conflitos) amigo, diretor e também tão talentoso Wilsinho (assim o chamo).


Bem, há tempos também vínhamos ensaiando uma entrada minha no grupo por qual porta que fosse, pela de assistente, preparadora corporal, possíveis substituições de personagens, mas por N motivos, eu aguardava ainda no banco da platéia pra este dia se realizar.

Foi uma expectativa também o aguardo para assistir o Primavera, pois o texto que deu impulso criador pra essa peça, é algo que faz parte da minha vida, da minha profissão e principalmente da minha relação com Wilzinho. Enfim... fui e gostei do que vi! Vontade de estar lá junto, mas bom poder ver de fora e curtir o novo com o n…

estréia do menina de louça, sensações

Beatriz Barros postando,

Estar sozinha em um palco faz você perceber o quanto a plateia faz parte do ritual teatral.


Faz você perceber que realmente, você nunca está sozinha em cena.

Que sempre tem alguém ali, ao seu lado.

Ainda existe algum lugar onde pessoas que nunca se viram na vida, podem se sentir juntas, e podem dividir algo juntas. Onde mesmo com toda esse desenvolvimento eufórico da espécie humana, podemos respirar juntos, nos acalmar juntos, e principalmente sentir algo juntos.

É, eu me sinto dividida quando faço uma peça de teatro, mesmo estando só. Junto as pontas do palco com o meu corpo. Junto a energia de todos e distribuo, novamente, para todos.
Me retalho, me junto, e me construo. Me construo a partir do outro, a partir da história que conto e com a história de todas aquelas pessoas, com a história daquele momento.

É realmente fantástico olhar para alguém, e apenas com o olhar daquela pessoa, eu sentir o estímulo para continuar. eu sentir aquela confiança do "…

"Menina de Louça" abre ao público as portas do Teatro Lavanderia

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Sabe quando um dia representa um momento especial para uma grupo de pessoas?

Sabe quando temos vontade de juntar pessoas queridas na sala de nossa casa e mostrar um antigo álbum de fotografias?

Sabe quando um rosto novo traz aquela sensação de que alguma coisa vai acontecer?

Pois é! Nesse dia 07 de agosto de 2010, às 17h, abriremos ao público as portas do “Teatro Lavanderia”, sede do Pequeno Teatro de Torneado. E especialmente para esse evento, remontamos o primeiro espetáculo do grupo, “Menina de Louça”.

Contamos com sua presença!


Apresentada pela primeira vez em 2006, a peça foi escrita a partir de uma lenda urbana conhecida como "A Loira do Banheiro". No entanto, a lenda serve apenas como o pano de fundo para a abordagem de temas que exploram o rito de passagem para a vida adulta.

Para o o grupo, “Menina de Louça” marca o início da sua pesquisa (“A Dramaturgia dos Moleques”), que hoje caracteriza o seu trabalho coletivo: a liberdade de criação e a busca pela autonomia do jo…

Encontro com os Outros - Circuito Tusp de Circulação 2010

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Há tempos falamos sobre essa história de "encontro com o outro".


Também já rascunhamos assuntos sobre; "onde foi parar o sentido da comunidade em uma metrópole como São Paulo?". E por vezes, quando ficamos sozinhos, imaginamos o nosso futuro em um ônibus e o nosso coletivo brincando com essa história de ir e ir e ir...

Acontece que, nos últimos meses,  "O Pequeno Teatro de Torneado" assumiu compromissos com a distância. Só então agora, parece que podemos tentar supor um pouco sobre o sentido da frase: "Fazer Fronteira".

O que no primeiro momento parecia estar nos proporcionando uma nova experiência através de um lugar desconhecido, em pouco tempo se tornou tão comum quanto o nosso quintal. Em tão pouco tempo, ficamos a vontade, num lugar que nunca estivemos e esse tempo foi o intraduzível tempo do olhar.


Rica e generosa, assim podemos chamar a nossa passagem com o espetáculo "Dias de Campo Belo" pelas cidades de Pirassununga, Piracica…