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Mostrando postagens de Março, 2010

Teatro de graça!

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Queridos, antes de viajarmos pelo interior com a peça, estaremos apresentando na Mostra do Tusp.
A presença dos amigos sempre nos faz bem!




Um dia haverá uma hecatombe

O tempo todo falamos de discussões ultrapassadas. De vestibular, de cotas nas universidades, de investimento público para arte e para a educação. A todo o momento nos colocamos num lugar mais privilegiado do pensamento. Somos aqueles que enxergam as necessidades próprias sem afetar as necessidades alheias.

Mas não podemos mais pensar assim. Não podemos pensar que as discussões ficam ultrapassadas só por que passamos por elas. Por que os conceitos não são fechados com frases pragmáticas, e por que a idéia de ‘conceito’ também muda com o tempo.
Eu não sei o que estamos buscando, por que conseguimos encontrar prazer a todo o momento. Não sei se a briga por um ensino de qualidade ou se a distribuição de renda nos fará um povo mais sábio ou feliz. A felicidade é encontrada em todas as classes sociais e intelectuais, assim como a sabedoria e a humildade. Talvez, com isso, sejamos um povo menos preconceituoso. Talvez seja essa a nossa busca:
Pelo fim dos preconceitos, pelo fim da segregação do …

Onde os sonhos se tornam realidade

Postei esse texto originalmente no meu blog.
A Mayra leu e falou para eu postar aqui e realmente acho que pode ter alguma coisa a ver.
Lá vai.


Provenho de uma família de classe média baixa. Cresci num bairro periférico da cidade de São Paulo, a COHAB José Bonifácio, no bairro de Itaquera (também conhecida como COHAB 2). Fui o primeiro de uma leva de sete netos do Seu Lourenço e da D. Nira. Nunca tivemos dinheiro de sobra para fazer extravagâncias.
Eu sempre estudei em escolas particulares de bairro, mesmo muitas vezes tento a mensalidade atrasada. Eu fiz inglês, teatro, música – e muitas vezes, os problemas de pagamento continuavam existindo. Aprendi a me tornar uma pessoa múltipla. Aquele orgulho da família, o bom amigo das meninas, o bobo amigo dos meninos e o guri esquecido por mais simpático que fosse.

Era o mais pobre dos amigos ricos e o mais rico dos amigos pobres e acho que isso reflete minha vida até hoje, onde começo a tomar algumas rédeas de algumas situações e tento levar a coi…