Encontro com os Outros - Circuito Tusp de Circulação 2010

O que podemos considerar?

Há tempos falamos sobre essa história de "encontro com o outro".


Também já rascunhamos assuntos sobre; "onde foi parar o sentido da comunidade em uma metrópole como São Paulo?". E por vezes, quando ficamos sozinhos, imaginamos o nosso futuro em um ônibus e o nosso coletivo brincando com essa história de ir e ir e ir...

Acontece que, nos últimos meses,  "O Pequeno Teatro de Torneado" assumiu compromissos com a distância. Só então agora, parece que podemos tentar supor um pouco sobre o sentido da frase: "Fazer Fronteira".

O que no primeiro momento parecia estar nos proporcionando uma nova experiência através de um lugar desconhecido, em pouco tempo se tornou tão comum quanto o nosso quintal. Em tão pouco tempo, ficamos a vontade, num lugar que nunca estivemos e esse tempo foi o intraduzível tempo do olhar.

Por um tempo tudo pode ser casa...

Rica e generosa, assim podemos chamar a nossa passagem com o espetáculo "Dias de Campo Belo" pelas cidades de Pirassununga, Piracicaba e Bauru, cumprindo o Circuito Tusp 2010, representando o Núcleo de Direção da "Escola Livre de Teatro de Santo André".

Ao partimos de São Paulo, nos encontrávamos um tanto quanto debilitados, principalmente pelo exercício de maturidade que a vida vem nos exigindo; não tem sido nada fácil manter um coletivo artístico vigoroso diante de tantas burocracias e, paralelo a isso, cada vez mais nos vemos repetir a pergunta; "Quem ta dentro?".

Em Piracicaba, um novo baile pra nós


"Por mim, tranquilo... Faz tempo que percebo sua carinha discreta... quase pedindo para entrar...".

Entra Bruno Lourenço e sai Vítor Belíssimo.

Eu não sei ao certo o quanto eu acreditava na idéia do Bruno, com sua energia tão infantil, conseguir  substituir um ator mais maduro como o nosso, para sempre, querido Vítor Belíssimo. E realmente não aconteceu. Porque ao pisar em cena, Bruno Lourenço mais do que interpretar ao espetáculo, apresentou a possibiliddade de um outro Bruno, da parte que eu não conhecia, mesmo depois de quatro anos. Ele pareceu entender a oportunidade para dizer outras coisas, contar novas histórias, desviar uma pesquisa e dizer para seu ex-professor de teatro que ele já pode ser considerado um artista corajoso e que não tem medo de "homem nenhum".


Homens e cavalos sob o solo de Bauru


Não da para deixar de fazer uma ligação com esse belo momento de transformação do grupo a oportunidade carinhosa e competente de um evento como o "Circuito Tusp". Diferente de outras experiências que tivemos, dessa vez o aprendizado veio pela doçura de uma mesa posta com um belo café, com o açucar ao lado para que ficassemos a vontade e também pudessemos adoçar o encontro a nossa maneira.


Para lembrar de agradecer... "Vítor Bellíssimo"


William Costa Lima

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