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Mostrando postagens de Novembro, 2010

"O Veneno do Teatro" ou "Tecnicamente na contra-mão".

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Primeiro aniversário coletivo dos meus amiguinhos; ajudei a organizar. Foto em frente a minha lavanderia.
São 3h e 5 min do dia 24 de novembro de 2010 e mais uma vez eu não consigo dormir. Não são noites de insônia e muito menos de um surto quantitativo no ósseo criativo de um artista-criador. É só minha cabeça que não consegue desligar-se de pequenos detalhes. Por ela transitam imagens de paredes que precisam ser pintadas (pois vândalos a picharam no mês passado. Mas, vamos fazer um belo Grafitte, assim, evitando futuras pichações).
Vez ou outra também me vem a imagem de uma “placa-definitiva”, (não consigo definir o seu tamanho e o seu lugar ideal. Pois isso, também poderá gerar um problema com a fiscalização da prefeitura).
Por vezes, ainda sinto o choque de uma “mesa de luz de bunda quente”(expressão técnica utilizada para mesa de luz simples, dessas que ligam direto na tomada). Mesa essa, que aos poucos vai perdendo os seus canais de saída de luz, restam 6 de 12.
Também tem aquela…

Em cartaz: Dias de Campo Belo

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Sabe quando um dia representa um momento especial para uma grupo de pessoas? Sabe quando um rosto novo trás aquela sensação de que alguma coisa vai acontecer? Pois é, depois de duas temporadas em 2009 e viagens pelo Circuito TUSP pelas cidades de Pirassununga, Piracicaba e Bauru, em 2010, o Pequeno Teatro de Torneado, apresenta a peça “Dias de Campo Belo” em sua sede Teatro Lavanderia. Contamos com a sua presença! "Dias de Campo Belo"
Dias de Campo Belo conta a história de uma jornada interior, um passeio pelas memórias e sonhos de personagens masculinos que, por al¬guns instantes, tentam modificar o curso de sua existência e colocar em relevo tudo o que passou despercebido. Amigos, irmãos, primos, pais e avós que, em seus tantos encontros ao longo da vida, tentam voltar às suas raízes e reafirmar pactos, sem perceber a força social e histórica que age sobre as rupturas e pequenas ditaduras cotidianas.

Hanshen, parte um de mim.

No teatro também aprendi que o fim existe. O fim de um ciclo. Qual ciclo? Não sei. O nosso, o só meu, o só seu, um ciclo e existem tantos ciclos, sabe.
Um dia ele chegou, aquele cara que dividia a marmita, a cerveja, iluminava palcos e a minha vida, tocava a música e me fazia sorrir, com tudo de louco e insano.
Aquele cara que várias vezes, eu dividi a cena e construí uma nova.
Um dia ele disse que precisava ir embora. E dissemos que ele podia voltar e era verdade.
No começo foi estranho. Era a primeira vez, sabe a primeira vez de alguma coisa? Não dava pra imaginar a vida com aquele buraco.
Ele estava em todos os lugares, em todas as esquinas, em cada doce, em cada texto e em cada marcação.
Mas era necessário algo novo. E por necessidade, não tivemos medo. Abrimos o nosso coração e a nossa casinha e dissemos - Vem, pode entrar, você é novo e você é bem vindo.
E ele entrou.
E ás vezes lembramos desse dia. Começou como quem não queria nada. Eu liguei e disse:

- Oi...sabe o que é? Hoje é sábado.…