quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Dobradinha no Teatro Lavanderia neste sábado!

Sabe quando um dia representa um momento especial para um grupo de pessoas?
Sabe quando temos vontade de juntar pessoas queridas na sala de nossa casa e mostrar um antigo álbum de fotografias?
Sabe quando um rosto novo traz aquela sensação de que alguma coisa vai acontecer?

Neste sábado nós d’O Pequeno Teatro de Torneado, depois de um ano de trabalho em nossa sede, viagem por Piracicaba, Pirassununga, Bauru e Belo Horizonte, iremos encerrar nossas atividades de 2010. Para isso, gostaríamos de convidar a todos para o nosso último evento do ano. Todas as pessoas que estiveram presentes conosco neste 2010 e todos que não estiveram: esta é uma grande oportunidade de reunirmos os amigos queridos e nos despedirmos deste ano de trabalho!

Serão apresentadas com preço promocional, as duas peças com a qual ficamos em cartaz este ano em nossa sede: “Menina de Louça” e “Dias de Campo Belo”.

Menina de Louça
Apresentada pela primeira vez em 2006, a peça foi escrita a partir de uma lenda urbana conhecida como "A Loira do Banheiro". No entanto, a lenda serve apenas como o pano de fundo para a abordagem de temas que exploram o rito de passagem para a vida adulta. Para o grupo, “Menina de Louça” marca o início da sua pesquisa (“A Dramaturgia dos Moleques”), que hoje caracteriza o seu trabalho coletivo: a liberdade de criação e a busca pela autonomia do jovem através da arte. Entender o jovem é dar espaço para que ele exponha seu ponto de vista sobre algo. E foi esta a opção do grupo ao escolher um texto escrito por um jovem dramaturgo (William Costa Lima, 27 anos - 16 anos na época) e interpretado, também, por uma jovem atriz (Beatriz Barros, 18 anos). Com poucos recursos técnicos, “Menina de Louça” acontece num ambiente intimista, apostando na oralidade e na relação que se pode criar entre a história a ser contada e o público disposto a ouvir.

Dia/horário: Sábado, às 17h
Onde: Teatro Lavanderia
Classificação indicativa: 10 anos
Duração: 50 min 


Dias de Campo Belo

Dias de Campo Belo conta a história de uma jornada interior, um passeio pelas memórias e sonhos de personagens masculinos que, por alguns instantes, tentam modificar o curso de sua existência e colocar em relevo tudo o que passou despercebido.
Amigos, irmãos, primos, pais e avós que, em seus tantos encontros ao longo da vida, tentam voltar às suas raízes e reafirmar pactos, sem perceber a força social e histórica que age sobre as rupturas e pequenas ditaduras cotidianas.

Dia/horário: Sábado, às 20h
Onde: Teatro Lavanderia
Classificação indicativa: 12 anos
Duração: 60 min

Serviço:

Teatro Lavanderia
R. Dr. José Osório de Oliveira Azevedo, 19 – Saúde
(Altura do 900 da Av Miguel Stefano). Como chegar?
Informações e reservas: (11) 8634-2385
Aceita somente dinheiro e cheque. Acesso universal.
Sem estacionamento. Bar.
Preço único: R$ 10  (Para os dois espetáculos)

Twitter: torneado_
Reserve seu ingresso!

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Não conheço o Torneado.
Conheço algumas pessoas, talvez o núcleo fixo, mas não conheço o Torneado.
O que é conhecer, afinal? É passar algum tempo junto? É presenciar brigas? É ajudar na arrumação e dividir o café depois?
Não, acho que não. Conhecer leva tempo. Não posso dizer que conheço o Torneado.
Mas posso falar do que vi.
Eu vi uma família de pessoas diferentes que brigam e fazem as pazes porque se gostam. Vi um grupo que luta pra se manter íntegro. Vi artistas trabalhando em conjunto e compartilhando suas visões.
O pouco que vi do Torneado me deixou impressionado. Impressionado porque minha opinião sobre o teatro nunca foi das melhores, porque as pessoas que conheci que trabalhavam com ou “faziam” teatro eram superficiais e afetadas, porque essas pessoas, esse pequeno grupo, dá o sangue pelo que acredita e, cobertos de suor, sorriem e brincam e se divertem, sem falar pomposamente de “sua arte” e olhar de cima para os mortais em volta.
Não entendo de teatro. Confesso abertamente. Não sou, felizmente, do tipo que finge entender de tudo. Mas entendo um pouco de pessoas. Um pouquinho. O suficiente pra reconhecer talento real, esforço honesto e sorrisos espontâneos. E é isso que vejo nas pessoas que conheci.
Não se engane, leitor – eles não são perfeitos. Não como concebemos a perfeição, essa coisa inatingível e tediosa. Mas são seres humanos completos, e isso já é dizer grande coisa num mundo cheio de meias vidas e pessoas ocas.
Palmas, leitor, para a grandeza de espírito e raras almas artísticas que temos a nossa frente.
E agora silêncio, que o espetáculo vai começar.

*Este texto recebemos de um amigo do grupo, que assistiu "Dias de Campo Belo" e acompanhou alguns momentos no processo de "arrumação" do espaço.

Nós do Torneado, chamamos nosso teatro de "casinha" e sempre cabem mais pessoas nesta casinha.

Sobre o sentir e o dançar de um corpo gordo

Sempre achei estranha a vontade que eu tinha de dançar. Durante muito tempo, meu corpo ficou inerte. Fugia das aulas de educação física, ...