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Mostrando postagens de Julho, 2011

Peter em Fúria

O Pequeno Teatro de Torneado decidiu iniciar um novo processo neste domingo, dia 24 de julho de 2011.
O processo é do espetáculo "Peter em Fúria", peça que já havíamos começado a montar nas aulas de teatro com um grupo de alunos da ETEC de Itaquera.

Porém, devido a certas circunstâncias que surgiram ao longo do curso (como muitas pessoas saindo, a não continuação das aulas de teatro como curso extra curricular da escola, etc.) e devido ao processo de consolidação de um subgrupo de alunos da ETEC remontando o espetáculo "Primavera", o processo do "Peter em Fúria" ficou de lado.

Nesse domingo, porém, decidimos voltar. Além das pessoas que montavam essa peça, resolvemos convidar mais algumas pessoas. Aí está a novidade:

Convidamos pessoas que conhecemos a muito tempo, e que queremos trabalhar a muito tempo. Pessoas que sempre assistem as nossas apresentações, e sempre fazem críticas muito pontuais, provocadoras e carinhosas dos espetáculos. Convidamos pesso…

Por andam os Vilelas? Continuação... O Retorno de Tábata em "O Girador""

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Essa postagem só será entendida se antes dela você tiver lido a postagem anterior, pois trata-se da continuação de uma conversa sobre a memória na pesquisa a "Dramaturgia dos Moleques".

Sobre a menina Tábata Vilela








Ilustração da menina Tábata, criada durante o processo de "Boca Pequena"




Falar sobre Tábata é exercitar a minha capacidade de não exagerar. Mas, Tábata me instiga o exagero! Tábata era daquelas crianças genias, que parecem mini-adultos. E estou falando de adultos inteligentes e críticos. Tábata era daquelas crianças que sempre vinha com uma pergunta que exigia, no mínimo, o seu constrangimento para ser respondida.

Para se ter noção, durante o processo de criação do exercício "Boca Pequena", chegamos no assunto 'medo'. E Tábata mencionou com muita serenidade de que, entre todas as coisas que a fazia temer, nenhuma delas era mais forte do que o "relógio de ponteiro". Todas as crianças ficaram apreensivas à fala da menina Tábata e…

Por onde andam os Irmãos Vilela?

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No Pequeno Teatro Torneado é meio assim que as coisas acontecem: " temos, por mania, o costume de lembrar das pessoas". Lembramos das pessoas que nos foram fáceis e também lembramos de pessoas que nos foram difíceis. E, também, existem aquelas que nos foram impossíveis de mantê-las por perto. E essas sim, ainda nos pesam e talvez sejam os maiores responsáveis por todo o nosso exagerado senso crítico.

Mas, nesse momento, o que está mais latente em minha cabeça é a doce lembrança de tudo que aconteceu desde março de 2005. Foi aproximadamente nessa data, nas dependências do Colégio Terra situado no Bairro da Saúde, que o embrião do Pequeno Teatro de Torneado, "O NÚCLEO MEU OLHO-MEU MUNDO DE PESQUISA CÊNICA", começou a ser gerado.




Ainda tenho em minha memória o nome, a voz e o cheiro de cada aprendiz. Entre todos os aprendizes, existem três impossíveis de não serem lembrados, até porque se tratava de uma família de aprendizes. São os Irmãos Vilela: Erick, Luís e Tábata.…

A sala de aula e o que diz o não silêncio.

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Entrar na sala, ver alunos de sete a quatro anos mais novos que a minha pessoa, e eu, com aquela insegurança do tipo: "será que eu tenho capacidade de ensinar alguém?" Olhar para o Bruno e pro Will. Eles sentam, eu sento também. O Will fala, eu escuto com olhos de aluna de quem aprende a dar aula, de quem aprende como conduzir as palavras e a fala para centralizar a atenção e produzir a calmaria no ambiente. os alunos vão parando, aos poucos, escutam o silêncio. O Will diz: - Não vou falar enquanto tiver gente falando. E então todos se calam. E começa o ritual da escuta e da palavra. De fato, dar aula não é fácil. Não estamos acostumados a nos calarmos e escutarmos alguém, não estamos acostumados com o tempo da fala do outro, com o tempo da nossa própria fala, não sabemos qual o nosso tempo individual. É complicado desenvolver tudo isso em um projeto educacional. Como reproduzir uma compreensão sobre o tempo do outro? Como planejar um projeto ao qual o outro s…

Por que não postamos no blog com tanta frequência?

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Dia desses, em uma de nossas reuniões, a questão da frequência com que postamos no blog foi mencionada. Era tanta coisa em pauta para ser discutida que até esquecemos de chegar a uma conclusão sobre essa questão. Sem desprezo à internet, mas acho que não postamos com tanta frequência por um simples motivo:


Estamos extremamente ocupados com nossas atividades, que são experiências práticas. Mesmo assim, já arrisco dizer que em um futuro próximo essas experiências irão fundamentar textos mais ricos, onde compartilharemos o mais interessante de nossa experiência. Essas nossas atividades são:



Ocupação da Escola Estadual Maria Ribeiro (Desde abril de 2010).
Ocupamos essa escola com as seguintes atividades:


*"Oficinas de teatro; dança e música".
Para 300 alunos do ensino Médio e Fundamental.


*Apresentações dos espetáculos do repertório do Grupo para todos os alunos; tanto no espaço da Escola, como em nossa sede do Teatro Lavanderia (situada próxima da escola).




Espetáculos apre…