sexta-feira, 22 de julho de 2011

Por que não postamos no blog com tanta frequência?


Dia desses, em uma de nossas reuniões, a questão da frequência com que postamos no blog foi mencionada. Era tanta coisa em pauta para ser discutida que até esquecemos de chegar a uma conclusão sobre essa questão. Sem desprezo à internet, mas acho que não postamos com tanta frequência por um simples motivo:


Estamos extremamente ocupados com nossas atividades, que são experiências práticas. Mesmo assim, já arrisco dizer que em um futuro próximo essas experiências irão fundamentar textos mais ricos, onde compartilharemos o mais interessante de nossa experiência. Essas nossas atividades são:



Ocupação da Escola Estadual Maria Ribeiro (Desde abril de 2010).
Ocupamos essa escola com as seguintes atividades:


*"Oficinas de teatro; dança e música".
Para 300 alunos do ensino Médio e Fundamental.


*Apresentações dos espetáculos do repertório do Grupo para todos os alunos; tanto no espaço da Escola, como em nossa sede do Teatro Lavanderia (situada próxima da escola).




Espetáculos apresentados para a escola:

"Menina de Louça"
"Dias de Campo Belo"
"Refugo"
"Primavera"


Gestão e produção do Teatro Lavanderia(Desde março de 2010): 
* Temporada dos espetáculos (Formação de público e diálogo com o bairro da Saúde):
"Dias de Campo Belo"
"Menina de Louça"
"Refugo"
"Primavera'


* Ensaios de todo o repertório do grupo e dos novos processos do grupo como; "Gritar Por Cida" - "Girador", "Celofane", "Peter em Fúria"  e "Épico Feijão".








Cenas do experimento "Gritar Por Cida"
Apresentado durante o Festival Nacional De Cenas Curtas Do Grupo Galpão em Belo Horizonte-Junho de 2010














A seguir fotos de cenas do experimento para crianças: "Épico Feijão"(apresentado em creches públicas em maio de 2010)



















Viagens para apresentações fora da cidade de São Paulo:
Bauru, Piracicaba, Pirassununga, Belo Horizonte e Guarulhos







 Foto da aula realizada durante oficina "A Dramaturgia dos Moleques", realizada durante a  estadia do grupo na cidade de Bauru (TUSP).
Abril de 2010








* Aulas de Formação de novos atores e para a pesquisa "A Dramaturgia dos Moleques"


*Ensaios e temporadas de outras Cias de Teatro:
 Cia da República
Teatro Mambembe de Repertório
Sob Clows
Teatro das Estações











Cena do espetáculo "Estéril"do Teatro das Estações, que cumpriu temporada de um mês no Teatro Lavanderia.




 

Por fim, sendo bem sincero: "Estamos Exaustos!". 
Otimistas com o futuro e atentos ao vencimento do aluguel (que não para de vencer).


Estamos em um momento de transição do grupo, onde só agora entendemos que somos sim um coletivo em busca de uma simples e rica rede de conversação entre: escola, arte e sociedade. Por isso, estamos - cada vez mais - entendendo que a maturidade artística, que tanto queremos alcançar, depende da profissionalização de nossos integrantes e de seus meios. 

Assumir uma meia-sede (porque dividimos SIM o espaço com uma Lavanderia), vem nos trazendo um aprendizado; ao ponto de, até mesmo, abdicarmos de coisas comuns aos jovens pois, sempre que pensamos em beber uma cerveja, lembramos: "Temos um aluguel pra pagar". E assim, lá se vão 18 meses...


Por outro lado, essa nossa "escolha" nos deu a opção de estudar, ler e nos politizar cada vez mais. Hoje, entre um sufoco e outro, sabemos que enquanto ouver suor de nossa parte, teremos o que comer e onde cairmos VIVOS. Em breve esse post não vai passar de um embrião, porque nossa vontade não é "ser", e sim "existirmos" dentro de uma liberdade. E, para sermos livres, precisamos de um pouco mais de espaço. Portanto, bora trabalhar que somente assim o "amanhã vai ser outro dia"!


Um poema para dar um carinho ao nosso cotidiano:



Prezo insetos mais que aviões.
Prezo a velocidade
das tartarugas
mais que a dos mísseis.
Tenho em mim
esse atraso de nascença.
Eu fui aparelhado
para gostar de passarinhos.
Tenho abundância
de ser feliz por isso.
Meu quintal
É maior do que o mundo.


Manoel de Barros

Um comentário:

Beatriz Barros disse...

fiquei abismada quando li esse poema.
que bom saber que tem gente que nos entende.
que nossos alunos nos olham com aquela cara de "nossa, é verdade", ou até mesmo com aquele sorriso no rosto e nos respodem "é, eu não tenho tanta liberdade quanto parece".

hoje eu tenho 19 anos, tenho alunos, tenho um quintal, tenho tanta coisa.. pouta que o pariu. eu cresci! ahahahahaah

e que bom que ocorre essa conturbação de informações, que somos um novo embrião de longa data..

beatriz barros (um TANTO constrangida por me tocar repentinamente ao longo do nosso cotidiano educadivo-letrivo-sociológico que eu cresci)

Sobre o sentir e o dançar de um corpo gordo

Sempre achei estranha a vontade que eu tinha de dançar. Durante muito tempo, meu corpo ficou inerte. Fugia das aulas de educação física, ...