Por onde andam os Irmãos Vilela?

No Pequeno Teatro Torneado é meio assim que as coisas acontecem: " temos, por mania, o costume de lembrar das pessoas". Lembramos das pessoas que nos foram fáceis e também lembramos de pessoas que nos foram difíceis. E, também, existem aquelas que nos foram impossíveis de mantê-las por perto. E essas sim, ainda nos pesam e talvez sejam os maiores responsáveis por todo o nosso exagerado senso crítico.

Mas, nesse momento, o que está mais latente em minha cabeça é a doce lembrança de tudo que aconteceu desde março de 2005. Foi aproximadamente nessa data, nas dependências do Colégio Terra situado no Bairro da Saúde, que o embrião do Pequeno Teatro de Torneado, "O NÚCLEO MEU OLHO-MEU MUNDO DE PESQUISA CÊNICA", começou a ser gerado.



Primeiro logo do projeto


Ainda tenho em minha memória o nome, a voz e o cheiro de cada aprendiz. Entre todos os aprendizes, existem três impossíveis de não serem lembrados, até porque se tratava de uma família de aprendizes. São os Irmãos Vilela: Erick, Luís e Tábata. 

Sobre o menino Erick Vilela

Sempre lembro da natureza violenta do Erick. Das vezes que tentou "matar" seus amiguinhos e professores, do seu nariz sangrando no dia de sua primeira apresentação (devido a soco que levou, minutos antes da apresentação, de um dos meninos da 8ª série). 

E o principal sobre o menino Erick: Sempre me lembro do respeito que ele tinha por mim. Das vezes que eu pedia calma para ele. Também tenho a memória viva de minha mão sendo apertada por ele, para que assim ele pudesse exaurir de uma vez toda aquela fúria. 

Para mim, Erick nunca foi uma "garoto problema" e ouso dizer que, junto a sua irmã Tábata, é uma das mentes mais profundas que já conheci. 
 
Exercício cênico: "A Incrível Saga"
Cada uma das pontas é formada por um irmão Vilella (Para se manter um pouco de ordem era fundamental a distância entre eles). 

O menorzinho de todos é o Luís e Erick é esse0 que, na foto, está com os pés longe do chão porque era assim que ele se sentia bem.


A garota em cena é a doce Simone Jaeger (outra aluna de uma família, que são alunos das oficinas até os dias de hoje).




O menino vestido de carteiro era o "bagunceiro" do Gustavo Aquilles.


Em Dezembro de 2005, Erick foi mandado para o interior de São Paulo.
 
Sobre o menino Luis Vilella


Luis era o meio dos irmãos e o meio termo entre Tábata e Erick. Luis não tinha cara de gênio e nem palavras de gênio. Luis sabia assistir uma bagunça como ninguém. Admirava cada travessura de seus irmãos. Luis tinha uma característica principal que o diferenciava muito de seus irmãos: "Luis gostava de abraçar". E Luis tinha braços fortes, um tronco largo e sempre que podia estava lá: abraçando amiguinhos, professores, me abraçando... 


Sempre que olhava o Luis; eu pensava: "Quero um filho assim; nem gênio, nem bobo e que viva procurando meios de rasgar seu uniforme". 




Desenho feito por Luis, aos 9 anos, para o processo de seu Segundo exercício cênico: "Boca Pequena"




Em Dezembro de 2006, Luís também foi mandado para o interior de São Paulo.



PS: Ainda não falei sobre a menina Tábata e já alcancei o limite dessa postagem. Portanto, continuo essa conversa sobre os irmãos Vilelas no próximo post.



"Professor" William

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