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Mostrando postagens de Agosto, 2014

Como chorar em cena

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Parece um sentimento comum, não é? Isso de não ter tempo para aqueles que você ama. Vivemos num mundo tão cheio de obrigações que o “a gente combina de se ver” virou chavão para amenizar o coração e não criar responsabilidades com o outro.
O trabalho de ator é árduo. Trabalhar no teatro em si é difícil. Mas defendo o peso, a dureza, a labuta que existe no ofício do ator. A mimese faz parte do que é de mais primitivo no humano e é o que, até hoje, nos permite sonhar. Essa é a mística da transformação no outro, do momento em que deixo de ser eu e me transformo em nós, em Legião. Em cena, não somos únicos, somos um milhão de vozes que precisam se exprimir por um corpo inserido no espaço-tempo. Há quem diga que sem técnica não se faz teatro, pois eu digo que a técnica é um atalho para a celebração.
Por isso que hoje os bares são mais cheios do que o teatro. Culpa do mundo? Não, culpa do teatro que deixou de ser um lugar de celebração. O peso tão acumulado que insistimos em carregar nos omb…