Repertório

PALPITAÇÃO (2016)
O oitavo espetáculo do coletivo conta, através de décadas de uma relação entre uma prostituta e um marinheiro, a transformação de um vilarejo em uma cidade. O abandono da pesca pela industrialização do vilarejo em uma cidade de processamento de arroz traz um questionamento sobre a expansão dos territórios e a influência dos processos de modernização diante da natureza e suas influências nos lugares intuitivos e afetivos do homem contemporâneo.    


CELOFANE (2015)

Celofane é um conto de fadas urbano, apresentado a partir do olhar de uma menina capaz de transformar o mundo ao seu redor. Na sua imaginação, um mendigo vira um Palhaço e uma drag-queen sua Fada Madrinha. Os personagens partirão em uma viagem rumo à “Cidade de Celofane”, desbravando as ruas cinzas de uma grande metrópole e transformando-a em um lugar colorido e especial.


Trata-se de um musical livremente inspirado no conto “A Pequena Vendedora de Fósforo” de Hans Christian Andersen. O espetáculo foi recriado num mergulho de seus artistas sobre uma literatura composta por elementos de um realismo fantástico. O texto inédito de Celofane, de autoria de William Costa Lima, propõe um outro olhar sobre questões sociais, falando sobre temas pouco retratados no teatro infantil, como a questão da morte e os excluídos da sociedade. O espetáculo foi concebido de forma artesanal utilizando-se de recursos simples e criativos que despertem nas crianças o desejo de também materializarem seu imaginário. Celofane trabalha com o “não-artifício”, ou seja, o público poderá perceber como a ilusão é criada.






PETER EM FÚRIA (2014)

O espetáculo é um musical, criado pelas mãos de 35 artistas, resultante de uma releitura do conto "Peter Pan e Wendy" de J.M. Barrie, transposto para a realidade de uma favela brasileira. Peter em teve como busca central a possibilidade de se contar uma história popular, que em sua totalidade contemplasse a exploração de temas sociais latentes em comunidades periféricas brasileiras. 

A peça propõe uma sensível reflexão sobre o lugar dos sonhos na sociedade contemporânea. Em sua pesquisa, o grupo buscou uma forma estética e ética que contemplasse também as referências trazidas pelos próprios atores oriundos das mais diversas periferias da cidade de São Paulo


O GIRADOR  (2012) 

Com dramaturgia e direção de William Costa Lima e a colaboração dos atores criadores Beatriz Barros e Bruno Lourenço, “O Girador” foi criado a partir de um processo de reflexão sobre a própria trajetória do grupo, “O Girador” é uma história sobre amadurecimento, memórias e perdas. O espetáculo participou da Mostra FRINGE do Festival de Teatro de Curitiba 2012 e realizou quatro ensaios abertos durante a Mostra de Repertório do Pequeno Teatro de Torneado em 2012.
A história de “O Girador” se passa num depósito de achados e perdidos criado por um casal de ex-artistas circenses: Perpétuo e Armena. Com o passar do tempo, o casal envelhece e os objetos se acumulam ao seu redor.  A história é contada pelas filhas do casal. Filhas que tiveram o amor dos pais negligenciado durante a vida inteira. Existe uma estreita relação entre os objetos perdidos e as memórias das personagens que, por momentos, servem para estarrecer, assombrar, divertir ou até mesmo consolar aqueles que compartilham dessas histórias.







DIAS DE CAMPO BELO  (2009)

Dias de Campo Belo conta a história de uma jornada interior, um passeio pelas memórias e sonhos de personagens masculinos que, por alguns instantes, tentam modificar o curso de sua existência e colocar em relevo tudo o que passou despercebido. Amigos, irmãos, primos, pais e avós que, em seus tantos encontros ao longo da vida, tentam voltar às suas raízes e reafirmar pactos, sem perceber a força social e histórica que age sobre as rupturas e pequenas ditaduras cotidianas.





REFUGO  (2008)

Refugo é uma história pungente e necessária para a reflexão do nosso tempo. Em seu aniversário de onze anos, Kojo vê sua família ser assassinada por guerrilheiros em meio à guerra civil instaurada em seu país. 

O texto se apresenta como uma aparente micro-reflexão sobre o tratamento dado às crianças refugiadas no Reino Unido, e por fim, desemboca numa reflexão maior: sobre o modo com que as crianças estão sendo tratadas no mundo. Uma reflexão sobre as guerras e os órfãos gerados por ela.






PRIMAVERA  (2008)

Em uma instituição, reconhecida como exemplo de pedagogia educacional, adolescentes esperam o despertar da primavera. Esse despertar, mais do que a chegada de uma estação, passa a representar o encontro com o novo e os riscos que temos de assumir diante dos caminhos e escolhas que a vida nos aponta. Escolhas políticas, sociais, sexuais, religiosas a até mesmo morais.

Em “Primavera” propomos um contraponto entre o adolescente contemporâneo e os jovens apresentados no texto “O Despertar da Primavera”, do dramaturgo alemão Frank Wedekind, escrito em 1891.







MENINA DE LOUÇA   (2006)
Apresentada pela primeira vez em 2006, a peça foi escrita a partir de uma lenda urbana conhecida como "a loira do banheiro". No entanto, a lenda serve apenas como o pano de fundo para a abordagem de temas que exploram o rito de passagem para a vida adulta.


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