Repertório

"DO ENSAIO PARA O BAILE (2017)

DO ENSAIO PARA O BAILE retrata uma instituição educacional na década de 1990, com o intuito de impulsionar uma discussão sobre as transformações no sistema educacional do Brasil até os tempos de hoje, mostrado nas recentes ocupações nas escolas estaduais no ano de 2015. As trajetórias dos personagens se desenvolvem em pequenas fábulas cotidianas que sempre desembocam na importância que os indivíduos dão para o evento social do baile de formatura da escola. Através de cenas fragmentadas que anunciam a espera pelo último momento de relação desses jovens com a instituição escola, anseios relacionados à juventude são colocados em relevo alcançando suas maiores potências poéticas em seis números musicais.



PALPITAÇÃO (2016)
O oitavo espetáculo do coletivo conta, através de décadas de uma relação entre uma prostituta e um marinheiro, a transformação de um vilarejo em uma cidade. O abandono da pesca pela industrialização do vilarejo em uma cidade de processamento de arroz traz um questionamento sobre a expansão dos territórios e a influência dos processos de modernização diante da natureza e suas influências nos lugares intuitivos e afetivos do homem contemporâneo.    


CELOFANE (2015)

Celofane é um conto de fadas urbano, apresentado a partir do olhar de uma menina capaz de transformar o mundo ao seu redor. Na sua imaginação, um mendigo vira um Palhaço e uma drag-queen sua Fada Madrinha. Os personagens partirão em uma viagem rumo à “Cidade de Celofane”, desbravando as ruas cinzas de uma grande metrópole e transformando-a em um lugar colorido e especial.


Trata-se de um musical livremente inspirado no conto “A Pequena Vendedora de Fósforo” de Hans Christian Andersen. O espetáculo foi recriado num mergulho de seus artistas sobre uma literatura composta por elementos de um realismo fantástico. O texto inédito de Celofane, de autoria de William Costa Lima, propõe um outro olhar sobre questões sociais, falando sobre temas pouco retratados no teatro infantil, como a questão da morte e os excluídos da sociedade. O espetáculo foi concebido de forma artesanal utilizando-se de recursos simples e criativos que despertem nas crianças o desejo de também materializarem seu imaginário. Celofane trabalha com o “não-artifício”, ou seja, o público poderá perceber como a ilusão é criada.


PETER EM FÚRIA (2014)

O espetáculo é um musical, criado pelas mãos de 35 artistas, resultante de uma releitura do conto "Peter Pan e Wendy" de J.M. Barrie, transposto para a realidade de uma favela brasileira. Peter em teve como busca central a possibilidade de se contar uma história popular, que em sua totalidade contemplasse a exploração de temas sociais latentes em comunidades periféricas brasileiras.
A peça propõe uma sensível reflexão sobre o lugar dos sonhos na sociedade contemporânea. Em sua pesquisa, o grupo buscou uma forma estética e ética que contemplasse também as referências trazidas pelos próprios atores oriundos das mais diversas periferias da cidade de São Paulo.


O GIRADOR  (2012) 

Com dramaturgia e direção de William Costa Lima e a colaboração dos atores criadores Beatriz Barros e Bruno Lourenço, “O Girador” foi criado a partir de um processo de reflexão sobre a própria trajetória do grupo, “O Girador” é uma história sobre amadurecimento, memórias e perdas. O espetáculo participou da Mostra FRINGE do Festival de Teatro de Curitiba 2012 e realizou quatro ensaios abertos durante a Mostra de Repertório do Pequeno Teatro de Torneado em 2012.
A história de “O Girador” se passa num depósito de achados e perdidos criado por um casal de ex-artistas circenses: Perpétuo e Armena. Com o passar do tempo, o casal envelhece e os objetos se acumulam ao seu redor.  A história é contada pelas filhas do casal. Filhas que tiveram o amor dos pais negligenciado durante a vida inteira. Existe uma estreita relação entre os objetos perdidos e as memórias das personagens que, por momentos, servem para estarrecer, assombrar, divertir ou até mesmo consolar aqueles que compartilham dessas histórias.







DIAS DE CAMPO BELO  (2009)

Dias de Campo Belo conta a história de uma jornada interior, um passeio pelas memórias e sonhos de personagens masculinos que, por alguns instantes, tentam modificar o curso de sua existência e colocar em relevo tudo o que passou despercebido. Amigos, irmãos, primos, pais e avós que, em seus tantos encontros ao longo da vida, tentam voltar às suas raízes e reafirmar pactos, sem perceber a força social e histórica que age sobre as rupturas e pequenas ditaduras cotidianas.



REFUGO  (2008)

Refugo é uma história pungente e necessária para a reflexão do nosso tempo. Em seu aniversário de onze anos, Kojo vê sua família ser assassinada por guerrilheiros em meio à guerra civil instaurada em seu país. 

O texto se apresenta como uma aparente micro-reflexão sobre o tratamento dado às crianças refugiadas no Reino Unido, e por fim, desemboca numa reflexão maior: sobre o modo com que as crianças estão sendo tratadas no mundo. Uma reflexão sobre as guerras e os órfãos gerados por ela.



PRIMAVERA  (2008)

Em uma instituição, reconhecida como exemplo de pedagogia educacional, adolescentes esperam o despertar da primavera. Esse despertar, mais do que a chegada de uma estação, passa a representar o encontro com o novo e os riscos que temos de assumir diante dos caminhos e escolhas que a vida nos aponta. Escolhas políticas, sociais, sexuais, religiosas a até mesmo morais.
Em “Primavera” propomos um contraponto entre o adolescente contemporâneo e os jovens apresentados no texto “O Despertar da Primavera”, do dramaturgo alemão Frank Wedekind, escrito em 1891.



MENINA DE LOUÇA   (2006)
Apresentada pela primeira vez em 2006, a peça foi escrita a partir de uma lenda urbana conhecida como "a loira do banheiro". No entanto, a lenda serve apenas como o pano de fundo para a abordagem de temas que exploram o rito de passagem para a vida adulta.


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